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Dentes de leite podem ajudar no tratamento de Alzheimer, afirmam especialistas

As células presentes na polpa são mais jovens e proliferativas, ou seja, crescem mais rápido e conseguem se transformar em vários tipos de outras células, que podem funcionar como reparadoras de tecidos, como o nervoso e muscular

12:37 | 24/11/2014
A polpa de dentes de leite pode ser usada no tratamento de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson, além de prolongar a vida de doentes terminais por causa da quantidade de células-tronco presentes nela.

  As informações são de um estudo feito pelo Laboratório de Pesquisa Básica do Departamento de Dentístíca da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

[SAIBAMAIS2]“A polpa do dente de leite possui uma grande concentração celular além de ser mais fácil de conseguir, uma vez que os dentes de leite caem naturalmente de todas as crianças”, diz Márcia Marques, responsável pelo laboratório.

 Outra vantagem desse tipo de células é que elas são mais jovens e proliferativas, ou seja, crescem mais rápido e conseguem se transformar em vários tipos de outras células, que podem funcionar como reparadoras de tecidos, como o nervoso e muscular.

 Ainda segundo a especialista, os dentes permanentes também tem sua utilidade.

 “Aqui no laboratório usamos para pesquisas os dois tipos de dentes. O problema com os dentes permanentes é que, algumas vezes, no decorrer de sua vida, eles passaram por lesões ou inflamações e, quando isso acontece, a qualidade de suas células já não é mais tão boa”, afirma Márcia.

 Mas não adianta guardar todos os dentes de leite. A extração deve ser acompanhada por um profissional.

 “Quando o dente está na boca, ele possui um tecido vivo que estava sendo mantido por causa da circulação de sangue. Uma vez que ele cai, essa circulação cessa e ele tende a morrer. Por isso é tão necessário que esse armazenamento seja feito da maneira correta e rápido para que se mantenha vivo esse tecido até que a gente consiga congelá-lo ou utilizá-lo”, diz a especialista.

 Se a extração não puder ser feita em um consultório, Márcia recomenda que o dente seja armazenado em um pote com soro fisiológico, saliva ou leite e levado para uma clínica.

 

Redação O POVO Online

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