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Alimentação é aliada no tratamento de candidíase de repetição

Adotar dieta adequada ajuda a combater a doença. Descubra quais alimentos auxiliam o tratamento e quais devem ser evitados

06:00 | 01/02/2017
Elenadesign/Shutterstock
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Toda mulher em algum momento da vida será acometida de candidíase. Coceira, corrimento, ardor são alguns dos sintomas da doença, ainda mais freqüente nos períodos quentes. O problema é comum, mas quando começa a acontecer de forma periódica ou em curtos intervalos, é hora de ficar atento e repensar hábitos. Uma mudança alimentar pode ser decisiva no tratamento.

A médica Denise Vasconcelos explica que a candidíase é uma infestação por fungos, especialmente a Candida Albicans. “Todos nós temos bactérias e fungos que vivem harmonicamente e contribuem para o equilíbrio do nosso organismo. No entanto, quando esse equilíbrio é desfeito; seja por uma excessiva quantidade de fungos ou por um reduzido sistema de defesa, as infecções começam a se repetir”, afirma.

Acontece que alguns alimentos podem favorecer o crescimento dos fungos, seja na região genital, intestinal ou até na pele. Ginecologista com formação em medicina ortomolecular, ela faz um paralelo: “Nosso corpo funciona como uma máquina. Dependendo do combustível que damos a ela, teremos um bom ou mau funcionamento”.

Assim, durante uma crise, devem ser evitados alimentos fermentados, principalmente carboidratos refinados - pães, bolos, massas; açúcar; álcool, em especial cerveja; laticínios, defumados, frutas secas, amendoim e milho.

O cardápio, no entanto, deve ser reforçado com outros alimentos como cereais integrais ou de baixo índice glicêmico; grãos em geral; vegetais crus - alfafa, repolho, abobrinha, alface, agrião, espinafre; legumes - soja, lentilha, vagem, feijão; chá verde, camomila e alecrim.

A médica sugere ainda o consumo de óleo de coco, alho e cebola, indicados por suas propriedades antifúngicas. Assim como o sumo de lima e limão, que deixam o pH mais alcalino, dificultando o crescimento do fungo. Outro alimento aliado ao tratamento convencional é a semente de abóbora, que tem propriedades antifúngicas, antivirais e antiparasitárias.

O uso de suplementos probióticos, que devem ser prescritos por profissional especialista, também pode ajudar a restabelecer a flora vaginal deficiente, auxiliando na recuperação e prevenindo recidivas.

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