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Dieta ortomolecular é alternativa no tratamento da endometriose

Baseada no consumo de alimentos naturais, a prática traz benefícios ao diminuir a inflamação do organismo. Entenda como funciona

06:30 | 16/01/2017
Bukhta Yurii/Shutterstock
Bukhta Yurii/Shutterstock

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A endometriose afeta cerca de seis milhões de brasileiras. Além de dolorosa, a doença, que atinge entre 10 e 15% das mulheres em idade reprodutiva, também é causa de infertilidade. A boa notícia é que a medicina ortomolecular tem se mostrado uma alternativa ao tratamento, eficiente e menos invasiva. O método, famoso também por garantir saúde e boa forma de celebridades, tem por base a fisiologia humana e a busca de seu equilíbrio através da alimentação.

A médica Denise Vasconcelos explica que o foco está nas substâncias presentes no corpo e nas reações químicas que ocorrem entre elas, necessárias ao funcionamento normal do organismo. No caso específico da endometriose, o processo inflamatório crônico desencadeia estresse oxidativo pelo acúmulo de radicais livres, o que causa danos nas células e tecidos. Por ser uma doença multifatorial, são vários os mecanismos para explicar o surgimento da doença e a manutenção do processo inflamatório crônico.

"Uma dieta antiinflamatória e balanceada, associada a suplementos antioxidantes pode reduzir os danos celulares causados pela oxidação, melhorando sintomas e o prognóstico da doença também", afirma Denise, que é obstetra e ginecologista. Ela cita a importância de uma dieta rica em ácidos graxos essenciais, especialmente ômega 3, e fibras, presentes nos alimentos integrais, frutas e verduras. Acrescenta ainda que gorduras saturadas, açúcar refinado, glúten, leite e derivados, produtos refinados, processados e embutidos devem ser evitados.

Em relação à suplementação, Denise Vasconcelos afirma que há algumas opções de nutrientes com ação antioxidante como vitamina A, C, E; vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, selênio e resveratrol. "Melatonina com sua potente ação antioxidante, antiinflamatória, antiproliferativa e antiestrogênica também vem se destacando e trabalhos mais recentes mostram efeito benéfico importante", aponta.

Mas para ter efeito, o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um profissional especialista. Cada pessoa tem um metabolismo diferente e o que é bom para alguém pode não se adequar a outro caso. Por isso, antes de prescrever alimentos e suplementos, Denise adverte que é necessária uma investigação minuciosa com o paciente, que considere seu histórico, seus sintomas e detecte, através de exames, os desequilíbrios e carências minerais. É aí que atua a medicina ortomolecular, nutrindo as deficiências do paciente e buscando seu equilíbrio, para uma vida saudável e com bem estar.

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