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Assassinato de capoerista na Bahia foi cometido por discussão política

21:50 | Out. 17, 2018
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O inquérito da Polícia Civil da Bahia que investigava o assassinato do mestre de capoeira, ativista cultural negro e fundador do afoxé Badauê Romualdo Rosário da Costa, 63, conhecido como Moa do Katendê, concluiu que o crime, praticado por um admirador do presidenciável Jair Bolsonaro, foi cometido por causa de uma discussão político-partidária.

A informação foi divulgada nesta quaarta-feira, 17, pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e o inquérito enviado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que agora terá que decidir se oferecerá denúncia à Justiça ou não.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, 36, desferiu 12 facadas contra Moa do Katendê em um bar de Salvador após o capoeirista defender seu voto no candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, e criticar o candidato do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro.

A versão já havia sido admitida pelo próprio autor do crime, que está detido desde o dia do assassinato, na madrugada do dia 8 de outubro, após o primeiro turno das eleições 2018. Ele teve prisão preventiva decretada no dia 10 de outubro e encontra-se no Presídio da Mata Escura, no Complexo Penitenciário de Salvador. A decisão de manter o barbeiro preso foi tomada, na semana passada, pelo juiz Horácio Pinheiro, que considerou que havia "prova de existência do crime" e "indício suficiente de autoria".

Agora, a polícia informou no inquérito que a versão do assassinato por motivações políticas foi confirmada pelo dono do bar e por outras testemunhas. Segundo a SSP, após confessar o crime logo após a prisão, o barbeiro Paulo Sérgio afirmou, em depoimento, que não cometeu o crime por conta da divergência política, mas sim porque foi xingado após se desentender com o capoeirista durante uma discussão sobre eleições.

Um primo do mestre de capoeira, que tentou defendê-lo do ataque a facas, também foi ferido na ocasião. Germinio Pereira tem 51 anos e foi atingido no braço, mas passa bem. O autor do crime, contaram testemunhas em depoimento, chegou ao bar declarando voto no capitão da reserva, presidenciável do PSL, e disse que "o Brasil precisa se livrar do PT".

Em nota, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou que, quando foi encontrado, Paulo Sérgio já estava com uma mochila com roupas no intuito de fugir. Caso seja indiciado, o barbeiro vai responder por homicídio e tentativa de homicídio.

Ele tinha outras duas passagens pela polícia, segundo a SSP. Em 2009, ameaçou uma criança de 14 anos com uma tesoura após ser abordado pelo garoto, que pedia esmola. Em 2014, se envolveu em uma briga de rua.

Agência Estado

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Comissão da Câmara convoca Braga Netto para explicar ameaça às eleições

POLÍTICA
21:02 | Ago. 03, 2021
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A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara aprovou nesta terça-feira, 3, a convocação do ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, para que explique as ameaças feitas à realização das eleições de 2022. Como revelou o Estadão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), recebeu no último dia 8 um recado de Braga Netto, por meio de um interlocutor político. Na ocasião, o ministro pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022 sem aprovação do voto impresso, atualmente em tramitação na Câmara.
No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro repetiu publicamente a ameaça de Braga Netto. "Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições", disse o presidente a apoiadores, naquela data, na entrada do Palácio da Alvorada. O presidente tem insistido, sem apresentar qualquer prova, que o atual sistema de urna eletrônica permite fraude.
A convocação de Braga Netto foi aprovada por 15 votos a 7. O deputado Rogério Correia (PT-MG), autor do requerimento, escreveu que "a suposta ameaça, se confirmada, se constitui em grave crime praticado contra o sistema democrático, definido constitucionalmente, fato este que precisa ser apurado pelo Parlamento brasileiro e demais órgãos estatais de investigação e controle e, se comprovada a ameaça, adotar as providências cabíveis".
A medida vem após as principais autoridades do Judiciário, do Legislativo e do Executivo de todo País terem reagido duramente às revelações feitas pelo Estadão. Manifestações em defesa da democracia e das instituições somaram-se a uma série de convocações para que o chefe das Forças Armadas preste esclarecimentos sobre as denúncias.
No discurso de reabertura das atividades do Judiciário, nesta segunda-feira, 2, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, reagiu aos ataques dos últimos dias desferidos pelo presidente Jair Bolsonaro e, em tom contundente, disse que "os juízes precisam vislumbrar o momento adequado para erguer a voz diante de eventuais ameaças". Fux não citou o nome de Bolsonaro, mas o recado foi claro quando ele cobrou respeito às instituições e afirmou que a manutenção da democracia exige permanente vigilância. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, reagir às ameaças de Bolsonaro contra as eleições e investigá-lo.
Antes, o vice-presidente do TSE, Edson Fachin, já havia dito que o sistema eleitoral do País "encontra-se desafiado pela retórica falaciosa, perversa, do populismo autoritário" e que não é de se espantar que um "líder populista" deseje "criar suas próprias regras para disputar as eleições".
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que, nas instituições democráticas do País, "não há espaço para coações autoritárias armadas". "Os representantes das Forças Armadas devem respeitar os meios institucionais do debate sobre a urna eletrônica. Política é feita com argumentos, contraposição de ideias e, sobretudo, respeito à Constituição. Na nossa democracia, não há espaço para coações autoritárias armadas", destacou Gilmar.
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Brasil quer chegar a 2030 com 30% de combustíveis renováveis

Política
21:02 | Ago. 03, 2021
Autor Agência Brasil
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O Brasil atualmente a segunda posição no que se refere à produção de biodiesel no mundo e é o maior produtor de etanol vindo da cana de açúcar, afirmou o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Coelho, em entrevista ao programa A Voz do Brasil. Segundo ele, nossa matriz energética e de transporte é uma das mais limpas do mundo. Cerca de 25% do combustível que utilizamos é proveniente de fontes renováveis e a meta é de chegar a 2030 com uma participação de 30%. “Isso é único no mundo”.

Um dos responsáveis por esse incremento será o programa Combustível do Futuro. Lançado em abril deste ano, ele tem como objetivo aumentar a participação de combustíveis renováveis e de baixo teor de emissões na nossa matriz e desenvolver tecnologias veiculares nacionais. “O Brasil avançou muito nos veículos Flex Fuel, na utilização dos biocombustíveis. Nesse período de transição energética temos de desenvolver ainda mais essa tecnologia veicular.” Outro objetivo é desenvolver novos biocombustíveis: “Estamos olhando pra frente e vendo novos combustíveis que possam ser inseridos na nossa matriz energética, na nossa matriz de transportes”, disse.

De acordo com Coelho, o mercado de biocombustíveis já é uma realidade no transporte de cargas com o uso do biodiesel. Outras opções são o diesel verde, que já vem sendo usado na Europa, o gás natural e o biometano. Segundo ele, a ideia é, por meio do meio do Combustível do Futuro, desenvolver opções para o setor aéreo e aquaviário. No caso da aviação, será utilizado o bioquerosene de aviação.

O programa Combustível do Futuro também traz estímulos para que operadores de Petróleo e Gás Natural invistam em pesquisa e desenvolvimento.

Acompanhe a entrevista completa:

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Secretário de Saúde da Bahia deixa o cargo após xingar chef de 'vagabunda'

POLÍTICA
20:56 | Ago. 03, 2021
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O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, pediu exoneração do cargo na tarde desta terça-feira, 3, após chamar a chef de cozinha Angeluci Figueiredo, do restaurante Preta, em Salvador, de "vagabunda". Em carta entregue ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), Vilas-Boas também se desculpou pelo episódio.
As ofensas foram divulgadas pela chef na segunda-feira, 2, mas o episódio aconteceu no domingo, 1º, depois que ela o avisou que a reserva seria cancelada devido ao mau tempo - Angeluci Figueiredo fechou o restaurante, que fica na Ilha dos Frades, após recomendação da Capitania dos Portos da Bahia, ligada ao 2 Distrito Naval da Marinha.
"Esqueça de me ver de novo aqui. E ainda paguei 350 reais pra desembarcar", diz o secretário. "Amigo o caralho! Vagabunda", escreveu o secretário em troca de mensagens pelo WhatsApp.
A chef respondeu ao secretário com um longo texto e o chamou "racista" e "misógino". "O que autoriza uma autoridade, no exercício de uma função pública das mais relevantes do Estado – a de secretário de Saúde do Estado da Bahia, e durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável – chamar uma mulher de vagabunda?", diz um trecho.
Após a repercussão negativa, Vilas-Boas se posicionou pelas redes sociais. Ele pediu desculpa diretamente a Angeluci Figueiredo. "Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo", escreveu.
O governo da Bahia emitiu uma nota, nesta terça-feira, 3, lamentando o ocorrido. "O governo do Estado afirma lamentar o episódio, considera inadmissível qualquer tipo de agressão e manifesta total solidariedade à empresária Angeluci Figueiredo e a todas as mulheres".
Entidades e parlamentares, inclusive aliados do governador Rui Costa, repudiaram a ofensa feita pelo secretário de Saúde. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) também repudiou a agressão sofrida por Angeluci Figueiredo. "Toda a situação em torno da ofensa, constrange não apenas Preta, mas também a toda sociedade, além de ganhar contornos ainda mais explícitos pela clara certeza de impunidade que motiva o agressor", diz trecho da nota.
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"Tinha tanta necessidade de me expressar", diz Maria Bethânia sobre Noturno

Música
20:54 | Ago. 03, 2021
Autor Marcos Sampaio
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Em 2019, Maria Bethânia apresentou o show “Claros breus” para uma pequena plateia do Manouche, casa de shows carioca que evoca o clima das boates e clubes de jazz. O espaço tinha tudo a ver com a proposta do show, que era recriar a ambiência de quem vive da noite. Embora nunca tenha sido uma cantora da noite, a baiana trouxe pra si esse universo e buscou canções que a levassem por um passeio da luz até quando as lâmpadas apagam. Entre sucessos acumulados em mais de 50 anos de carreira e algumas inéditas, ela apresentou para aquele público seletíssimo canções de Chico César, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e “Evidências”, hit absoluto de qualquer noitada.

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A composição de José Augusto e Paulo Sérgio Valle fez história na versão incontida de Chitãozinho e Xororó. No registro de Bethânia, a balada ganhou outros tons, mais densos. “De fato, minha voz não é comum”, comentou Bethânia quando eu comentei que havia confundido sua voz com a de Ana, que havia atendido a ligação. Realmente, o tempo deu à intérprete o domínio quase absoluto da interpretação, algo que a faz capaz de dar personalidade única a um repertório que vai do samba exaltação mais colorido ao samba-canção mais esfumaçado. É isso que fica evidente em “Noturno”, álbum que ela lançou na última sexta-feira, 30, pela gravadora Biscoito Fino.

O roteiro do álbum nasceu durante a temporada de “Claros breus”, que acabou interrompida pela pandemia. Gravado no segundo semestre de 2020, “Noturno” nasceu em meio a protocolos de segurança. “Foi meio no sufoco. Apesar de todo o meu receio e de todos os cuidados, que obedecemos, todos nós temos juízo. Foi dificílimo, mas eu tinha tanta necessidade de me expressar, falar das minhas ideias, meus pensamentos, que eu fiz. Serviu até pra vencer essa barreira contra esse vírus endemoniado”, comenta Bethânia que buscou formatos reduzidos, com poucos músicos. “Essa pandemia tem levado a situações muito duras, muito difíceis. Estamos todos tristes. Mas, mais triste tem uma humanidade perdendo pais, filhos, avós. Eu perdi muitos amigos”. E foi dessa vontade de falar que nasceu “Noturno”.

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Aos 75 anos, completados no último dia 18 de junho, mais de 50 discos gravados e uma carreira pontuada pela presença física e artística no tecido social brasileiro, Maria Bethânia sabe da necessidade de cantar o País de diferentes formas. "Entro em estúdio quando tenho uma ideia, um pensamento. É uma necessidade, uma urgência, um pedido que fica guardado lá no fundo. E não sou uma cantora só. Eu preciso da dramaturgia, preciso do palco", acrescenta a artista que durante o período de pandemia só teve esse encontro com público em uma única live. "Eu gostei, mas a minha foi muito boa, muito profissional. Todo mundo muito elegante, muito educado, muito bonito. Todo mundo meio vestido escafandro, meio de astronauta. A cantora não pode, mas os músicos de máscara", brinca, enquanto lembra que não gosta de fazer TV. "Televisão não é minha praia não. Mas a live foi outra praia. Fiz num teatro, que é o meu palco, com meus músicos. As câmeras eu nem as via. Todos compreenderam a artista".

E muito do repertório de "Noturno" foi apresentado nessa live. O choque entre o escuro de um momento desafiador e a claridão de uma luta por resistir está presente em tudo. A começar pela capa, onde o título se deita sobre um imenso branco. No encarte, nada de melancolia, mas bordados de coração. O repertório segue essa linha de luzes e sombras, e abre com "Bar da noite", clássico na voz de Nora Ney que Bethânia já havia sugerido para que Alcione gravasse no disco "Nos bares da vida" (2000). "Eu nem lembrava dessa gravação. Mas se ela fez, fez muito bem porque ela sabe cantar muito bem. Eu sugeri essa música pra ela, mas a Nora que foi a grande intérprete", conta Bethânia que é acompanhada na faixa pelo piano delicadíssimo de Zé Manoel.

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E "Noturno" segue entre compositores já presentes na discografia de Maria Bethânia e algumas novidades. Começando por estes, tem a sertanejíssima "O sopro do fole", de Zeca Veloso. "Uma obra prima, sou louca por essa música. Não quero nem saber se é meu sobrinho. É uma bandeira de muito talento, como o Tim Bernardes. Muito potentes", abençoa ela, já adiantando o autor de "Prudência", bolero que nasce com cara de clássico e poderia estar em um disco de Dolores Duran ou Angela Maria. Também entre os novos, tem Xande de Pilares, que também divide os vocais do samba "Cria da comunidade" num dueto íntimo e carioquíssimo.

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Quanto aos compositores já reconhecidos na voz de Bethânia, tem Roque Ferreira, autor de "Lapa Santa", um dos primeiros singles do disco, e "Música música", que Bethânia dedica "aos sobreviventes". E tem Adriana Calcanhotto, responsável por dois momentos de profunda tristeza do disco. Um é "A flor encarnada", um arrasador canto de amor acabado, e "Dois de Junho", sobre a trágica morte de Miguel Otávio Santana da Silva, filho de uma empregada doméstica que caiu de um prédio em Recife enquanto deveria estar sob os cuidados da patroa de sua mãe.

Maria Bethânia não sabe ainda quando vai poder reencontrar o público ao vivo, no calor do palco. Ela reafirma a necessidade que tem desse encontro, dessa troca, olhar e a resposta imediata de cada um. "Não sei, não tenho ideia. O Brasil anda muito devagar", lamenta enquanto também comemora o povo que exige uma campanha de vacinação mais acelerada. "Aqui o povo vai pra rua luta, briga e exige: 'eu quero va-ci-na'", pontua sílaba a sílaba dando atenção a essa parcela da sociedade que sabe que só com vacinação é possível pensar em tempos melhores. E talvez tenha sido pensando na autoestima dessa parcela da população que ela inverteu a lógica de "Claros breus", que fazia um caminho da luz para o escuro. Em "Noturno", o percurso é contrário e encerra com "Luminosidade", de Chico César", e com o poema "Uma pequena luz", do poeta português. "Você é um ótimo entrevistador", disse Bethânia antes de desligar, e eu só coloco aqui pra elevar minha autoestima também.

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Dedicatórias e comentários de Bethânia

20:54 | Ago. 03, 2021
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1. Bar da noite (Bidu Reis/ Haroldo Barbosa)

"Para mim e meus recôncavos". É uma música que eu sempre canto, está registrada na minha memória. Eu queria abrir com o noturno, o fechado, a proibição de tudo. Pra chegar até a luz. O "Bar da noite", no show, ele encerrava os claros breus.

2. O sopro do fole (Zeca Veloso)

"Para o público minha sorte minha alegria". Uma obra prima, sou louca por essa música. Não quero nem saber se é meu sobrinho

3. Lapa santa (Paulo Dafilin/ Roque Ferreira)

"Para todo povo barranqueiro". Meu querido Roque Ferreira, e essa prece, essa oração, essa reverência à Lapa Santa do Bom Jesus.

4. De onde eu vim (Paulo Dafilin)

"Para Maria". Minha Bahia sagrada.

5. A flor encarnada (Adriana Calcanhotto)

"Para os amantes traídos". Uma compositora presente, muito capaz, muito potente. Tanto nas canções românticas como nas crônicas.

6. Vidalita (Maria Teresa Martin Cadierno)

"Para os resignados". Uma canção que eu conheço há mais de 30 anos. Tô fazendo qualquer coisa, passeando pelo jardim e canto. Eu conheci com a autora, que é catalã e canta muito bem. Muito bem. E eu fiquei encantada. Eu sempre dizia que um dia iria cantar e quando estava fazendo esse disco eu disse "é agora".

7. Prudência (Tim Bernardes)

"Para os corações inquietos". Do Tim Bernardes. Essa turma nova toda é muito boa. Ele é criativíssimo.

8. Música música (Roque Ferreira)

"Para os sobreviventes". O amor acende as luzes e manda a orquestra tocar. (O disco) Começa a iluminar aqui.

9. Cria da comunidade (Xande de Pilares/ Serginho Meriti)

"Para o Rio e sua gente linda". Eu sou fã do Xande. Acho ele muito potente como cantor e compositor. Ele tem coragem. É uma belezura, uma história tão bem narrada desse valor que o povo brasileiro tem de lutar pelo que quer.

10. Dois de junho (Adriana Calcanhotto)

"Para os indiferentes". Tem uma dramaticidade! Ela (Adriana) pediu pra eu cantar e eu disse: "É logico". Contrapõe a coisa forte da periferia carioca.

11. Luminosidade (Chico César)

"Para pedir misericórdia". Esse deslumbramento de Chico César, um compositor que eu tenho um orgulho. Ele é muito lindo, muito sensível.

12. Poema: Uma pequena luz (Jorge Sena)

"Obrigado Eucanaã Ferraz pela ajuda na escolha do poema". Essa claridade que eu sinto e que quero que nunca se apague. 

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