Canindé: Vereador é preso por violência doméstica

Canindé: Vereador é preso em flagrante suspeito de violência doméstica e é solto em seguida

O parlamentar foi conduzido pela Delegacia de Polícia Civil do município e autuado por lesão corporal dolosa. Juiz concedeu liberdade
Atualizado às Autor Guilherme Gonsalves Tipo Notícia

O vereador Geovane Gonçalves (Solidariedade), do município de Canindé, distante 106,54 km de Fortaleza, foi preso pela Policia Militar do Ceará (PMCE) em flagrante na madrugada desta terça-feira, 17, por suspeita de agressão física à companheira. No início da tarde desta terça, ele teve pedido de liberdade concedido. 

A captura ocorreu em um imóvel do bairro Alto Guaramiranga, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O parlamentar foi conduzido pela Delegacia de Polícia Civil de Canindé, onde foi autuado por lesão corporal dolosa no contexto da violência doméstica.

A Polícia registrou que encontrou a vítima e o vereador na residência. O ambiente tinha sinais de desordem, com copos e xícaras quebrados. A vítima relatou que a agressão teria ocorrido após discussão relacionada a ciúmes. Ela contou ainda que ele teria ingerido bebida alcoólica.

Em nota publicada nas redes sociais, a vítima relatou que se tratou de "discussão de natureza conjugal" que "ocorreu no âmbito privado". Ela disse ainda que não acionou a Polícia nem teve intenção de fazê-lo. O contato com as autoridades teria sido iniciativa de vizinhos que ouviram a briga.

Ela ainda informa que não requereu medida protetiva nem manifestou intenção de dar prosseguimento a representação criminal. Acrescentou que a situação está sendo tratada com "diálogo e responsabilidade". "Neste momento, buscamos preservar nossa relação e conduzir nossas questões com maturidade e discrição", publicou. Ela informa que a publicação foi feita por iniciativa própria.

A defesa do vereador entrou com pedido de liberdade e foi dado vista ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) que concedeu com aplicação de medidas cautelares.

O promotor de Justiça André Luis Tabosa de Oliveira reconheceu que existam indícios suficientes de autoria do crime, mas não há perigo em mantê-lo liberdade, razão pela qual considerou ser desnecessária a prisão preventiva e se manifestou a favor do pedido de liberdade para Geovane.

O advogado Euclides Maia informou que o juiz Robert Maycon concedeu a liberdade ao parlamentar e aguarda ser expedido alvará de soltura.

Leia a nota publicada pela vítima:

Diante das notícias recentemente divulgadas, venho, por iniciativa própria, prestar alguns esclarecimentos.

Na madrugada mencionada, eu e meu companheiro tivemos uma discussão de natureza conjugal. A situação ocorreu no âmbito privado e, embora tenha sido um momento de tensão, não houve, da minha parte, a intenção de acionar a polícia.

A intervenção policial aconteceu após vizinhos ouvirem a discussão e realizar a chamada às autoridades. Reitero que não fui eu quem solicitou a presença da polícia.

Esclareço também que não requeri qualquer medida protetiva, tampouco manifestei desejo de dar prosseguimento a qualquer representação criminal.

Respeito as instituições e compreendo que, diante de um chamado, as autoridades precisam agir conforme determina a lei. Contudo, entendo que os fatos precisam ser contextualizados e tratados com serenidade.

Trata-se de uma situação delicada, vivida no âmbito do RELACIONAMENTO CONJUGAL, que estamos enfrentando com diálogo e responsabilidade. Neste momento, buscamos preservar nossa relação e conduzir nossas questões com maturidade e discrição.

Peço respeito à minha dignidade, à minha autonomia e à minha intimidade, bem com a de meus familiares.

Agradeço as manifestações de preocupação, mas reafirmo que estou bem e consciente de minhas decisões.

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