Quem é Fito, líder da maior facção criminosa do Equador e que fez país ter dias de terror

Aos 44 anos, Fito cumpria pena em uma penitenciária na região litorânea próxima a Guaiaquil, maior cidade do Equador, desde 2011

O nome do líder da facção criminosa Los Choneros, José Adolfo Macías Villamar, o Fito, voltou a repercutir no Equador após o criminoso fugir da prisão onde cumpria pena de 34 anos. A fuga, que aconteceu no último domingo, 7, fez com que o presidente Daniel Noboa adotasse medidas de proteção e declarasse estado de emergência no país todo.

Aos 44 anos, Fito cumpria pena em uma penitenciária na região litorânea próxima a Guaiaquil, maior cidade do Equador, desde 2011. Ele foi condenado a uma pena de 34 anos por crime organizado, narcotráfico e homicídio.

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Esta não é a primeira vez que o chefe do crime foge da prisão. Em parceria com outros criminosos, ele já havia fugido em 2013, depois de cumprir apenas dois anos de pena na prisão de segurança máxima conhecida como A Rocha, na cidade de Guaiaquil.

Fito assumiu o comando da facção após a morte do líder anterior, Júnior Roldán, que havia deixado a prisão. As autoridades informaram que a morte de Roldán foi na Colômbia.

De acordo com a imprensa do país, Fito sumiu pouco antes de ser transferido para uma prisão de segurança máxima. Mais de três mil policiais foram acionados para procurá-lo até nos telhados e nos esgotos da prisão.

De início, havia a possibilidade de Fito ter se escondido dentro da prisão, que é chefiada pelos Choneros. A facção teve origem nas províncias de Manabí e tem alianças com o Cartel de Sinaloa, um dos maiores grupos criminosos do mundo e com base no México.

Além de embates com outras facções do narcotráfico, Los Choneros são acusados de homicídios, roubos e extorsões.

Crise de segurança no Equador

A crise de segurança pública no Equador atingiu novas proporções nesta terça-feira, 9, quando homens armados e com explosivos invadiram uma universidade em Guaiaquil e uma emissora de tv local.

No meio dos ataques, um brasileiro e outros sete policiais foram sequestrados. Houve explosões na província de Esmeraldas, o que fez com que o Ministério da Educação suspendesse as aulas presenciais em todo o país até a sexta-feira próxima, 12.

Os atos aconteceram dois dias após o líder dos Los Choneros - uma das facções mais temidas do país- fugir da unidade penitenciária onde cumpria uma pena de 34 anos.

A crise no Equador, que teve início com motins em prisões, integra uma onda de violência que vem sendo ampliada no país desde agosto de 2023, quando a eleição presidencial prevista para 2025 foi antecipada após a dissolução da Assembleia Nacional.

Às vésperas da eleição, Fernando Villavicencio, um dos candidatos à presidência, foi morto a tiros após a saída de um comício.

Com a fuga de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito, chefe da facção criminosa Los Choneros, da prisão no último domingo, 7, o governador do Equador decretou estado de exceção.

Dois dias depois, um grupo de homens encapuzados, armados com rifles e granadas, invadiu, um estúdio do canal de televisão público TC em Guayaquil, em meio a um novo ataque do narcotráfico que abala o Equador há dois dias.

"Não atirem, por favor, não atirem", é possível ouvir uma mulher dizendo nas imagens transmitidas pela televisão, enquanto outras pessoas sentadas no chão cobrem o rosto. Na segunda-feira, o governo equatoriano decretou estado de exceção por 60 dias em resposta a uma onda de violência com policiais sequestrados, fuga de presos e ataques com explosivos.

Duas horas depois do ocorrido, a Polícia Nacional do Equador afirmou no X antigo Twitter, que controlou a situação, capturou 13 pessoas que invadiram os estúdios e “estabeleceu a ordem”.

Estado de exceção

O estado de exceção no Equador autoriza que as Forças Armadas vão às ruas auxiliar no trabalho desempenhado pela polícia. O decreto é justificado pela grave comoção interna no país. A medida tem vigência de 60 dias. Nesse período, ficam restritos os seguintes direitos no Equador:

  • Direito de locomoção, há toque de recolher entre as 23h e às 5h.
  • Direito de reunião.
  • Direito à privacidade de domicílio e de correspondência (ou seja, não é preciso uma ordem judicial para que as autoridades entrem nas casas das pessoas).

O presidente Daniel Noboa está no cargo há menos de dois meses. Esta é a primeira vez que o líder declarou estado de exceção.

Com o aumento da violência, Noboa também decretou estado de conflito armado interno, que autoriza a intervenção do Exército e da Polícia Nacional no país contra as facções criminosas e ainda:

  • Identifica como organizações terroristas 22 facções criminosas e “atores beligerantes não estatais”;
  • Determina às Forças Armadas a execução de operações militares para “neutralizar” os grupos criminosos, “respeitando os direitos humanos”.

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