Deputado turco morre após sofrer ataque cardíaco em discurso contra Israel. veja vídeo
Hasan Bitmez também criticou o partido do presidente Erdogan e afirmou que eles colaboram com a morte dos palestinos
16:35 | Dez. 14, 2023
O deputado turco Hasan Bitmez, 54 anos, do partido Felicity (Saadet), morreu nesta quinta-feira, 14, após sofrer um ataque cardíaco no parlamento, depois de afirmar que Israel sofreria o “castigo de Alá” pelas mortes palestinas.
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Na terça-feira, 12, Bitmez criticava o partido AKP, do presidente Tayyip Erdogan, e a relação comercial entre a gestão turca e o estado de Israel, afirmando que a sigla é colaboradora da morte dos palestinos em Gaza. Ele ainda colocou uma faixa no púlpito com a frase: “Assassino Israel: colaborador AKP”.
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“Vocês têm o sangue dos palestinos em suas mãos, vocês são colaboradores. Você contribui para cada bomba que Israel lança sobre Gaza”, afirmou durante fala no parlamento.
Na continuação do discurso, Bitmez afirmou que Israel não se livraria do “castigo de Alá — sinônimo de Deus no islamismo”. Depois de colocar os papéis da fala no púlpito, o deputado caiu no chão e teve um ataque cardíaco, de acordo com a BBC.
O deputado turco Hasan Bitmez, 54 anos, do partido Felicity (Saadet), morreu nesta quinta-feira, 14, após sofrer um ataque cardíaco no parlamento, depois de dizer que Israel sofreria o “castigo de Alá” pelas mortes palestinas.
Imagens: TRT3 pic.twitter.com/xC8HNfaFps
As imagens da transmissão do canal do governo, TRT3, mostram os parlamentares correndo para ajudar Bitmez após a queda do deputado. Ele recebeu massagem cardíaca no próprio local.
De acordo com a equipe médica, o deputado foi ressuscitado no parlamento e transferido para o hospital em 20 minutos.
Bitmez era diabético e usava dois stents no coração — tubo utilizado para restaurar o fluxo sanguíneo na artéria coronária do órgão. Ele morreu nesta quinta, no Hospital da Cidade de Ancara, capital da Turquia. Ele deixa filho e esposa.
O deputado fazia parte da oposição do governo de Erdogan, que apoiou Kemal Kilicdaroglu nas eleições presidenciais de maio deste ano.
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