Novo líder do 'blocão', Figueiredo diz que partidos votarão juntos em pautas não-ideológicas
Conforme o deputado trabalhista, defesa da democracia e protagonismo do Parlamento juntam partidos ideologicamente diferentes
O deputado federal André Figueiredo (PDT), nomeado líder do maior bloco partidário da Câmara dos Deputados, como noticiado pelo colunista João Paulo de Biage (leia aqui), afirmou ao O POVO que as divergências ideológicas entre as siglas (da direita à centro-esquerda) não ofuscam as convergências que tornaram a união de siglas possível: a força do Parlamento e a defesa da democracia. "Uma vez que os fatos que estão sendo apurados na CPI do dia 8 de janeiro mostram que a gente não pode fechar os olhos ao que poderia ter acontecido", disse o trabalhista do Ceará.
O bloco de 174 parlamentares, segundo o pedetista, deu a sustentação necessária ao governo Lula durante as votações mais importantes até aqui, assegurando vitórias. "Nós conseguimos dentro do bloco garantir as vitórias do governo, como no caso da meta fiscal, no caso da reforma ministerial, no caso de praticamente todas as matérias relevantes do governo", frisou Figueiredo.
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Veja os integrantes do bloco:
União Brasil: 59
PP: 49
Federação PSDB-Cidadania: 18
PDT: 18
PSB: 15
Avante: 7
Solidariedade: 4
Patriota: 4
Como o bloco abriga diversas convicções políticas, o voto será liberado nos casos de matérias em que as discordâncias sejam inevitáveis. Dois temas que Figueiredo considera "não necessariamente" como ideológicos, e que permitiriam um caminho conjunto, são a reforma tributária e o projeto de lei do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). "No que tiver divergência pela postura conceitual de cada força política, o bloco está liberado", afirmou.
O Carf é uma espécie de tribunal administrativo que decide casos sobre impostos bilionários em que estão em lados opostos os interesses da União e os dos contribuintes. O voto de qualidade permite, em casos de empate, que o presidente do colegiado, indicado pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), dê o voto decisivo. O voto de qualidade foi derrubado em 2020. É um projeto por meio do qual Haddad quer ampliar a receita do governo.
Figueiredo assumiu a função de líder nesta segunda-feira, 19, ocupando espaço deixado pelo deputado federal Felipe Carreiras (PSB-PE).
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