Aziz vai abrir investigação no Senado sobre venda de refinaria da Petrobras a árabes
Petroleiros questionam a refinaria foi vendida "a preço de banana". Aziz acredita que a negociação tem ligação com as joias destinadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado (CTFC), declarou que abrirá um inquérito para investigar a venda da refinaria da Petrobras, Landulpho Alves, na Bahia, para o fundo árabe Mubadala Capital. Em 2021, a refinaria foi comercializada aos Emirados Árabes por um preço menor que o estimado pelo mercado. Aziz acredita que a negociação tem ligação com as joias destinadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nesta quinta-feira, 9, o senador afirmou em sua conta oficial do Twitter que “qualquer violação ao interesse da União, relação com a tentativa de descaminho de joias, ou qualquer ato que tenha gerado vantagens a autoridades nessa venda, será levado à Justiça para punição dos envolvidos”.
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“O primeiro passo da comissão será pedir documentos da Petrobras sobre a avaliação de preço abaixo do valor de mercado do ativo brasileiro para os estrangeiros”, escreveu.
Antecedendo o pedido de Aziz, a Federação Única dos Petroleiros solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura de uma investigação sobre eventual ligação entre a venda da refinaria e as joias sauditas enviadas à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Após a privatização da refinaria - que foi vendida por R$ 1,65 bilhão - a associação pontuou que a corporação foi negociada “a preço de banana” para a Mubadala Capital, um fundo de investimentos de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes são países distintos, no entanto, a ação argumenta que ambos são próximos geograficamente e que há uma aliança estratégica entre os regimes. Além disso, os autores do pedido frisam a declaração de Bolsonaro sobre o presente ter sido “acertado nos Emirados Árabes”.
“Ato falho ou não, as datas batem. Qual seria o motivo das joias virem escondidas e não declaradas, como de praxe em uma relação diplomática entre dois países?”, pondera a FUP em nota.