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Servidores do IFCE entram em greve nesta quinta contra cortes do governo Bolsonaro na Educação

Além disso, a decisão do governo em não conceder reajuste salarial para a categoria foi o estopim para adesão à paralisação

Servidores públicos do Instituto Federal do Ceará (IFCE) vão paralisar atividades a partir desta quinta-feira, 9. Eles reclamam de cortes do governo Bolsonaro na área da Educação. Ao todo, 33 campi, em todo o Estado, devem aderir à greve. Mais de 4 mil servidores atuam na instituição de ensino. Na data, devem acontecer também diversas manifestações pelo país contra a decisão do Governo Federal de não conceder reajuste salarial para os servidores públicos federais. Além da recomposição salarial, a greve amplia seus pleitos, se colocando contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 206, que prevê a cobrança de mensalidades nas instituições públicas de ensino superior.

A coordenadora geral do Sindicato dos Servidores do IFCE, Claudenira Melo, afirma que o momento é “muito grave. “As universidades (Federal do Ceará, Federal do Cariri e Unilab) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE), projetam um impacto dos cortes na educação da ordem de R$55,3 milhões em seus orçamentos”, diz.

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Além disso, segundo ela, servidores técnicos administrativos estão há quase oito anos com salários congelados e os docentes amargam cinco anos sem reajuste salarial. “Isso é um absurdo. Vamos parar, vamos paralisar, vamos defender a educação pública, o Instituto Federal do Ceará, os nossos salários e a educação dos nossos filhos e filhas. Nós também temos servidores e servidoras que têm filhos estudando no IFCE, então vamos defender essa instituição pública e lutar por uma educação gratuita e de qualidade para todos”, declara.

Estão previstas para acontecer nesta quarta-feira assembleias de organização do movimento em Limoeiro do Norte, Tianguá, Ubajara, Quixadá e Umirim. Até esta sexta-feira, 10, os municípios de Sobral, Tabuleiro, Morada Nova, Itapipoca, Caucaia, Aracati, Fortaleza e Crateús vão realizar piquetes, aulas públicas e rodadas de capacitação.

Ontem, terça-feira, 7, duas reuniões foram realizadas: uma com a Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC) e outra com o reitor do IFCE, Wally Menezes. Na primeira mesa de negociação com o Sindicato dos Servidores do IFCE (SINDSIFCE) e com o comando de greve, foi garantido o não corte de ponto dos servidores paredistas até o dia 13 de junho, data em que nova reunião deverá ocorrer.

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