CPI do Motim será mais uma vez prorrogada por 120 dias; APS será novamente ouvida
Salmito argumentou que o novo prazo tem intuito de obedecer ao devido processo, com tempo para ouvir mais alguém, caso necessário
A CPI que investiga o envolvimento de associações de militares nos motins de policiais no Ceará será prolongada em mais 120 dias. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Salmito Filho (PDT), presidente do colegiado.
“Eu imaginava que não fosse mais necessário, mas o tempo não foi suficiente. Tivemos as visitas, e elas foram importantes para não ficar a imagem de que a CPI avalia que as associações são ruins. Existem trabalhos bons, importantes, que merecem todo o nosso reconhecimento", afirmou o pedetista.
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"Na investigação você encontra falhas e acertos. Os acertos você reconhece, e as falhas, a comissão deve encaminhar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que é quem julga”, complementou.
Salmito argumentou que o novo prazo tem intuito de obedecer ao devido processo, com tempo para ouvir mais alguém, caso necessário. O relator, deputado estadual Elmano Freitas (PT), ainda apresentará o relatório para que os membros da CPI possam votar contra ou favoravelmente.
Em dezembro, a comissão já havia aprovado a renovação do período inicial dos trabalhos por mais 120 dias, prazo que se encerra nesta quarta-feira. 1º. Até lá, a Presidência da Casa anunciará a renovação por igual período. O atual presidente da Associação dos Profissionais de Segurança (APS), Cleyber Barbosa de Araújo, será convocado novamente para novo depoimento.
Segundo o secretário da comissão, Disraeli Moura, o prazo de 120 dias é uma formalidade, mas os trabalhos devem ser concluídos antes disso. Nesta terça-feira, 31, no Debates do Povo da Rádio O POVO CBN, Salmito e o vereador de Fortaleza, Sargento Reginauro (União Brasil), foram os convidados.
"O nosso objetivo é ter o máximo de cuidado, primeiro porque nós não julgamos. É importante que a população tenha ciência disso. Nós não podemos julgar, nem temos o interesse de julgar. Quem julga é o poder Judiciário. O relatório final da CPI, o que ela faz? Ela investiga ", disse Salmito, adicionando que o relatório final será encaminhado ao Ministério Público do Ceará (MPCE), que também investiga o caso.
Segundo Salmito, ilegalidades foram identificadas no decorrer dos trabalhos, com "indícios mais fortes de alguma vinculação com a prática criminosa do motim."
Ex-presidente da APS, Reginauro frisou que os "recursos" dos quais as associações dispõem são privados, pois descontados em folha salarial. "Por exemplo, a Assembleia Legislativa ainda está em dúvida sobre se instala ou não a CPI da Enel, que é de interesse de todo o povo cearense, mas uma CPI para investigar recursos que não são públicos, a Assembleia se antecipou", rebateu Reginauro. (com Agência Assembleia)