Doria diz que irá "até o fim", mas admite acordo para unir 3ª via e quer Ciro em conversas

O governador de São Paulo foi o entrevistado da edição especial do Jogo Político, nesta quinta-feira, 10

O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência João Doria (PSDB) descartou a hipótese de desistir da candidatura presidencial. "Não tem a menor possibilidade de eu desistir, não desisto de nada", afirmou, em resposta a colegas de partido que querem que ele saia da disputa e que participaram do que Doria chamou de "jantar dos derrotados". Apesar da convicção, em entrevista nesta quinta-feira, 10, ao Jogo Político especial, nas mídias do O POVO, Doria defendeu possibilidade de acordo com a terceira via em nome de um candidato. E defendeu que Ciro Gomes (PDT) faça parte dos entendimentos.

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Doria reforçou o direito de concorrer. "Vou até o fim. Eu conquistei as prévias. Nós vencemos a eleição (no PSDB). Então, quem vence tem de disputar. Vai disputar a semifinal e depois vai disputar a final. É assim no futebol. Não tem cartolagem que quem ganhou não leva", afirmou.

Sobre o jantar na casa do ex-ministro Pimenta da Veiga, na terça-feira, 8, que debateu alternativas à candidatura de Doria no PSDB, o governador afirmou que derrotou os participantes: Eduardo Leite, José Aníbal, Aécio Neves e Tasso Jereissati, recebidos por Veiga. "Eu ganhei dos cinco. Cinco derrotados ali, o chamado "Jantar dos Derrotados". Mas isso não significa desrespeitá-los, de forma alguma". Sobre Tasso, ele salientou que foi o mais votado nas prévias no Ceará, apesar de o senador apoiar Leite.

Se descartou desistir e ceder às pressões internas, Doria ponderou que é necessário agir com discernimento. Segundo ele, caso a terceira via permaneça em baixa, será necessário um acordo em torno do nome mais competitivo entre eles.

"Lá à frente, no próximo mês de julho, nós vamos ter que ter o discernimento de avaliar qual desses nomes tem a melhor condição para enfrentar Lula e Bolsonaro. Para fazer enfrentamento na campanha e para não só disputar como, se vencer, (...) para governar bem Brasil", afirmou.

O tucano defendeu inclusive que o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, participe desse debate. Ele disse confiar na adesão do pedetista a uma eventual formação de uma frente ampla.

"Se avançarmos nesse diálogo, eu acredito inclusive que Ciro Gomes poderá, e ao meu ver deveria, participar desse diálogo também. E eu tenho expectativa que ele terá a grandeza de integrar essa frente e dialogar em torno dessa terceira via".

As pesquisas eleitorais mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ampla liderança, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento divulgado na última quarta-feira, 9, por Genial Investimentos e Quaest, mostrou Lula com 45% de intenções de voto para o primeiro turno, e Bolsonaro com 23%. O petista também aparece como vencedor em todos os cenários de segundo turno testados. Em um eventual segundo turno contra Doria, o ex-presidente tem 55%, ante 16% do tucano.

Resiliente, João Doria, por sua vez, relembrou da eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2016, quando marcava 1% logo no começo. "Tinha todas as razões do mundo pra alguém dizer: 'Esse aí não tem a menor chance. Não conhece política, não é da política'". O tucano foi eleito com 53%, em primeiro turno. Hoje, na disputa pelo Planalto, Doria marca 2%.

A aposta do governador é que a corrida presidencial se acirre entre Lula e um candidato da terceira via.

 

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