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Jair Renan não comparece para depor na PF em inquérito que investiga tráfico de influência

Defesa do filho do presidente afirma que ele está gripado e, por isso, não compareceu para prestar depoimento
19:03 | Dez. 17, 2021
Autor Maria Eduarda Pessoa
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Tipo Notícia

Jair Renan, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (PL), não apareceu para depor nesta sexta-feira, 17, na sede da Polícia Federal em Brasília, em inquérito que investiga os negócios de sua empresa. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ausência se deve a uma gripe. O advogado Frederick Wassef, que representa Jair Renan, disse à coluna que não comentaria atos da investigação em razão do sigilo, mas argumentou que filho do presidente está acamado.

"Jair está de cama, sob forte medicação, acometido dessa virose que se espalhou pelo Rio de Janeiro e São Paulo. Juntei petição com atestado médico e os remédios que ele está tomando", declarou Wassef.

A Polícia Federal intimou Jair Renan Bolsonaro a depor na última terça-feira, 14. O filho do presidente é investigado num inquérito aberto em março, sobre tráfico de influência e lavagem de dinheiro na administração pública. A investigação foi iniciada pedido de parlamentares da oposição.

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A PF investiga se Jair Renan teria usado a empresa dele para aproximar o Ministério do Desenvolvimento Regional a um grupo empresarial dos setores de mineração e construção.

A PF apura se houve “recebimento de vantagens de empresários com interesses, vínculos e contratos com a Administração Pública Federal e Distrital sem aparente contraprestação justificável dos atos de graciosidade”, segundo diz documento da Polícia Federal.

Segundo as investigações, o grupo presenteou o filho do presidente e o parceiro comercial dele, Allan Lucena, com um carro avaliado em R$ 90 mil. Um mês após a doação, representantes da empresa, acompanhados de Jair Renan, tiveram um encontro com o ministro Rogério Marinho.

A PF investiga também se, para fazer a cobertura em fotos e vídeos da empresa criada por ele no fim do ano passado, Jair Renan teria usado gratuitamente os serviços de uma produtora de vídeos contratada pelo governo federal.

 

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