Participamos do

Após embate entre Bolsonaro e Lula sobre Fies, Planalto estuda renegociar dívidas

O objetivo do Planalto é publicar uma Medida Provisória (MP) que viabilize a redução de parte das dívidas com o programa
17:59 | Dez. 13, 2021
Autor Filipe Pereira
Foto do autor
Filipe Pereira Repórter de Política
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Com a possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República em 2022, seu adversário Jair Bolsonaro (PL) planeja facilitar a elaboração de uma iniciativa  de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). A informação é da Folha de S.Paulo

O objetivo do Planalto é publicar uma Medida Provisória (MP) que viabilize a redução de parte das dívidas com o programa que concede empréstimos públicos para estudantes pagarem faculdades privadas. Em sua transmissão semanal das redes sociais, o presidente tentou seguir os passos do adversário petista ao mencionar uma medida para beneficiar os estudantes.

"Tem gente que fica prometendo: 'Se eu for presidente, vou anistiar todo mundo'. Por que não fez lá atrás, pô? Está aí de sacanagem", disse Bolsonaro, simulando a voz de Lula. Porém, durante seu ao vivo, Bolsonaro se confundiu e disse que pretendia tratar de dívidas do Prouni. O programa concede bolsas de estudo, não financiamento.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

"Estamos estudando, não quero anunciar, né? Pessoal inadimplente aí, do Prouni, brevemente...", disse o presidente, sem completar a frase. A fala de Bolsonaro foi uma resposta a declarações de Lula. Na última semana, Lula disse no podcast Podpah que é preciso "anistiar os meninos" do Fies.

Uma possível MP para facilitar débitos provenientes do Fies aos estudantes está em análise há alguns meses, segundo integrantes do governo. Segundo integrantes do governo ouvidos pela Folha, a medida trará algumas ressalvas. Parte do Executivo nega que os descontos alcançarão 100% da dívida, e diz que o mais provável é que o modelo exija um pagamento mínimo em troca de uma renegociação dos valores. 

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags