Bolsonaro diz que ''jamais'' exigirá o passaporte da vacina no Brasil
O pronunciamento aconteceu durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a apoiadores, nesta quarta-feira, 8, que "jamais exigiria o passaporte de vacinas" no Brasil. Segundo o chefe do Executivo, a prerrogativa foi dada aos governadores pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e as pessoas não podem querer que ele "resolva todos os problemas".
Durante conversa no Palácio da Alvorada, uma mulher criticou no governo do Pará, governado por Helder Barbalho (MDB). Segundo ela, o Executivo estadual estaria cobrando o certificado de vacinação e "restringindo a liberdade" das pessoas. Foi então que o presidente respondeu em seguida.
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"Eu falo da minha linha: jamais fechei um botequim. Eu jamais vou exigir o passaporte de vacina de vocês. Imaginem se tivesse o [Fernando] Haddad (PT) no meu lugar? Agora, não queiram que a gente resolva todos esses problemas, eles [governadores] estão com autoridade para tal", afirmou Bolsonharo, em tom de ironia.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a apoiadores, nesta quarta-feira, 8, que "jamais exigiria o passaporte de vacinas" no Brasil. Segundo o chefe do Executivo, a prerrogativa foi dada aos governadores pelo STF e as pessoas não podem querer que ele "resolva todos os problemas". pic.twitter.com/SbiVslYJtB
— Jogo Político (@jogopolitico) December 8, 2021
O pronunciamento acontece um dia após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciar que o País não exigirá o comprovante de vacinação contra Covid-19 para viajantes, medida recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas pedirá, sim, quarentena de cinco dias para quem entra no Brasil.
"Agora, por ocasião das eleições, cobra a posição do cara de como vai ser o comportamento desse possível candidato no futuro", continuou Bolsonaro. Nesta terça-feira, 7, o presidente fez duras críticas à adoção de um passaporte vacinal no país. Durante cerimônia de assinatura dos contratos do leilão no Palácio do Planalto, ele comparou a medida a uma "coleira" e disse que "prefere morrer a perder a liberdade".