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Camilo diz "lamentar" ausência de parlamentares na divisão de emendas para Hospital da Uece

Sem acordo unânime, os parlamentares dividirão igualmente os cerca de R$ 213 milhões, em cotas de R$ 8,7 milhões para cada. Com o impasse, apenas deputados governistas e um da oposição devem enviar emendas para o hospital universitário.
14:00 | Nov. 22, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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Tipo Notícia

O governador Camilo Santana (PT) disse lamentar a negativa de deputados da bancada cearense no Congresso Nacional em colaborar no acordo de envio coletivo de emendas para as do novo Hospital da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Nesta segunda-feira, 22, em evento das obras da unidade, o petista afirmou que a decisão "prejudica" o estado e a população. 

"Lamentar, porque isso prejudica nosso estado e a população, porque a emenda de bancada já diz, são emendas para projetos estruturantes do estado. O deputado já têm suas emendas individuais para aplicar em qualquer municípios. A única forma que eu tenho é lamentar os que não ajudaram nesse momento tão importante a saúde do povo cearense", criticou. 

Após vários dias de discussões em Brasília, os 22 deputados federais e os três senadores do Ceará não conseguiram fechar consenso sobre o destino das emendas de bancada do Estado. Como não houve acordo, os parlamentares dividirão igualmente os cerca de R$ 213 milhões disponíveis para a bancada cearense, em cotas de R$ 8,7 milhões cada.

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A base governista tentava articular, sob coordenação do senador Cid Gomes (PDT), o envio de R$ 180 milhões das emendas coletivas para a obra do Hospital, além de repasses para a Prefeitura de Fortaleza e outros órgãos. No entanto, sete deputados rejeitaram a proposta dos governistas, que chegaram a diminuir o pedido para o envio coletivo de R$ 102 milhões.

No evento, Camilo parabenizou os membros da bacanda cearense que concordaram com a destinação das verbas e pediu uma salva de palmas aos parlamentares. As verbas serão destinadas apenas para a construção física, havendo ainda a necessidade de captar recursos para os equipamentos de implantação da estrutura física. Porém, sem especificar como, o petista garantiu que deve conseguir captar os valores, já que a unidade deve ficar pronta até dezembro de 2022. 

Dentre os deputados presentes, estiveram quase todos que decidiram em apoiar o acordo para a destinação das verbas, entre eles Eduardo Bismarck, André Figueiredo, Mauro Filho e Robério Monteiro (todos do PDT), Domingos Neto (PSD), José Guimarães (PT), Genecias Noronha (SD) e Pedro Bezerra (PTB), Junior Mano (PL); também participam o prefeito de Fortaleza José Sarto (PDT) e o senador Cid Gomes (PDT).

A deputada Luizianne Lins (PT) e o senador Tasso Jereissati (PSDB) também destinaram verbas, mas não participaram do encontro. O fato mais inusitado foi ausência do deputado da base, José Airton (PDT), que se negou a destinar as verbas. Enquanto isso, o deputado Heitor Freire (PSL), membro da oposição, colaborou com o acordo.

A partir das emendas de bancada, Cid Gomes, articulador do processo, alega ter defendido a construção de "uma instância a ser procurada" para a formulação de projetos estruturantes ao Ceará. Ele também criticou a decisão de parlamentares contra medida e disse que "algumas pessoa politizam" a questão "como se a doença tivesse partido". "Como se uma pessoa que precisa de UTI tivesse que apresentar, na hora de ingressar, seu título eleitoral e sua preferência partidária. Mesquinhar questões como essa é algo que deve ser condenado pela população", disse. 

Licenciado da secretaria de Orçamento e Gestão do Ceará para tratar das questões em Brasília e decepcionado com a decisão de alguns parlamentares, o deputado Mauro Filho afirmou que a emenda de bancada deve ser tratada para ações de cunho institucional e de caráter regional. "Não pode ser a mesma concepção que se faz para a emenda individual. Dos 22, 15 compreenderam que essa é realmente a melhor concepção e para isso foi que ela [emenda de bancada] foi criada, se não fosse para isso era só ter ampliado o valor da emenda individual, exatamente para obras", indagou e deputado, que deve retornar ao Ceará já na próxima semana como titular da antiga pasta. 

 

 

 

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