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Moro anuncia Affonso Pastore como conselheiro econômico para 2022

Pastore foi presidente do Banco Central no fim do período da Ditadura Militar, é doutor em economia e colunista do jornal O Estado de S.Paulo
11:06 | Nov. 17, 2021
Autor Alice Araújo
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Tipo Notícia

O ex-juiz Sergio Moro, recém filiado ao Podemos, anunciou nesta quarta-feira, 17, que Affonso Pastore, ex-presidente do Banco Central, é um dos nomes que compõem sua equipe de conselheiros econômicos para 2022. O ex-ministro, cotado como pré-candidato à Presidência, afirmou durante entrevista ao programa "Conversa com Bial”, da TV Globo, que Pastore "é um dos melhores nomes do País".

"O problema é que esse projeto ainda está sendo construído, e a partir do momento em que se revelam nomes, as pessoas ficam sob uma pressão terrível. Eu vou revelar um, e vou pedir escusas para não revelar outros: no nível macroeconômico quem tem me ajudado é um economista de renome, um dos melhores nomes do País, alguém que eu conheço há muito tempo, que é o Affonso Celso Pastore", declarou Moro sobre a equipe que vem montando para construir seu projeto de candidatura.

Affonso Pastore, 82, foi presidente do Banco Central de 1983 até 1985, durante o fim do período da ditadura militar, no governo de João Figueiredo. O guru econômico de Moro também é doutor em economia e colunista do jornal O Estado de S.Paulo. Recentemente, Pastore lançou o livro "Erros do passado, soluções para o futuro: A herança das políticas econômicas brasileiras do século XX". Obra que Moro compartilhou nas redes sociais, horas após o programa ir ao ar.

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Moro na política

Quando questionado a respeito de declarações passadas, quando alegou que nunca entraria para a política, o ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) argumentou que, com a mudança de contexto, viu a possibilidade de promover reformas através da política.

“Eu não faltei com a verdade naquele momento, mas o contexto mudou tão completamente. Eu acreditava que o sistema político, ele ia consertar e não vi isso acontecendo. E me surgiu a opção de voltar agora para o Brasil e buscar essa reforma através do sistema político” explicou o presidenciável.

Para o ex-juiz, o Brasil vem “perdendo” o que foi construído “a duras penas na Operação Lava Jato". "Naquele momento, o que vimos foi um Brasil vencendo a corrupção. Estávamos virando o jogo. Estava focado no meu trabalho e acreditava que o jogo iria virar", acrescentou.

"No entanto, em 2018, tive a oportunidade de virar ministro da Justiça e encarava como missão por um propósito maior. Porém, quando o governo boicotou o projeto de combate à corrupção, passou a adotar um comportamento de, ao invés de coibir, interferir, saí do governo”, argumentou o ex-ministro de Bolsonaro.

Sobre a filiação ao Podemos, Moro afirmou que foi convidado para liderar um projeto de recuperação do que chamou de "sonhos perdidos". "Estou pronto para liderar esse projeto, e construindo um projeto consistente com o povo brasileiro. Se o povo brasileiro tiver essa confiança, o projeto segue adiante", concluiu.

 

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