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Deputado que quebrou placa de Marielle Franco propõe homenagem à vereadora assassinada

Em 2018, o então candidato bolsonarista quebrou a placa em homenagem à vereadora e a exibiu como troféu. Agora, o deputado quer homenagear Marielle com nomeação de casa de acolhimento a mulheres

O deputado bolsonarista Rodrigo Amorim, do PSL fluminense, ficou conhecido em 2018 por quebrar uma placa de rua em memória à vereadora Marielle Franco (Psol), morta a tiros junto ao motorista Anderson Gomes. Na época, o então candidato a deputado exibiu o objeto quebrado como troféu. Depois de eleito, ele colocou parte da placa emoldurada no gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Agora, o parlamentar decidiu que quer homenagear a vereadora morta. Amorim enviou um pedido ao governo do estado para criar uma casa de acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, em Vila Formosa, no centro do Rio. No texto, o parlamentar sugere que o local receba o nome de Marielle.

"Sabe-se que uma das pautas da vereadora e seus séquitos é aplicação dos Direitos Humanos nas  situações mais inusitadas, sempre em defesa daqueles que, inclusive, vivem à margem da lei. Nesse sentido, visando a homenagear a citada vereadora, implantar uma casa de acolhimento num dos redutos de prostituição da cidade do Rio de Janeiro, é tentar preservar as mulheres que ali estão expostas, proporcionando mais dignidade.", diz trecho do pedido. Segundo informações do O Globo, a região de implantação da casa funciona como local de prostituição.

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Ao veículo, a vereadora Monica Benício (Psol), viúva de Marielle, classificou o pedido de “hipócrita”. Reafirmando a necessidade de criar casas de acolhimento, principalmente para mulheres, ela conclui que o parlamentar bolsonarista não é “digno” de propor tal iniciativa.

A irmã de Marielle, Anielle Franco, se disse surpresa com a sugestão do parlamentar e pediu respeito ao nome da vereadora morta. Anielle também afirmou que a família e o Instituto Marielle Franco estão atentos para que nada fuja dos seus valores.

“Torço para que ele (Rodrigo Amorim) passe, então, a respeitar minha irmã e a memória dela a partir de agora, já que ele tem achado conveniente usar o nome dela em diferentes espaços”, disse Franco.
O veículo procurou o deputado para responder às críticas sobre o pedido de homenagem, mas não obteve resposta de Amorim.

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