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Lula age para garantir palanque no Ceará, base de Ciro Gomes

Pré-candidato do PDT tem laços com governador Camilo Santana, do PT, e com senador Tasso Jereissati (PSDB) no 3º maior colégio eleitoral do Nordeste
08:14 | Jul. 31, 2021
Autor - Agência Estado
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O pré-candidato do PT à Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a Fortaleza em agosto para costurar um arranjo regional que lhe permita ter um palanque forte no Estado dominado politicamente pelo grupo político do ex-ministro Ciro Gomes, que deve concorrer pelo PDT.

O Ceará é uma das paradas da primeira viagem do petista, que lidera as pesquisas de intenção de votos, à região Nordeste desde que recuperou seus direitos políticos - ele também vai à Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste, com 6,5 milhões de eleitores, o Ceará é governado por Camilo Santana (PT), mas mantém laços estreitos com a família Ferreira Gomes, dos irmãos Ciro e Cid. Nas eleições de 2018 essa relação causou uma crise interna no PT. Santana recebeu o candidato do PT, Fernando Haddad, mas também apoiou Ciro de forma velada.

Para pressionar Camilo a "fechar" com Lula em 2022, o PT quer que o governador dispute uma vaga do Senado. "A vida vai se encarregar de resolver isso. Ele (Camilo) tem uma relação de gratidão com os Ferreira Gomes e é do PT. Não vamos antecipar crises", afirma o deputado federal José Guimarães (PT-CE), que é o principal interlocutor entre o governador cearense e o partido.

Em 2018, Camilo se disse vítima de "preconceito" da cúpula do partido na distribuição das verbas do fundo eleitoral por causa de sua aliança com o adversário do petista Fernando Haddad na disputa presidencial. Nos materiais de campanha, bandeiras, adesivos e nos comerciais da TV quem apareceu ao lado do governador petista foi Cid Gomes, irmão de Ciro, que disputou o Senado.

Se Camilo disputar o Senado, ele terá que se desincompatibilizar do cargo e quem assume o governo é sua vice, Izolda Cela, do PDT. "Camilo fez a outra campanha com essa dificuldade. O Haddad era o candidato do PT e o Ciro o nosso. O governador tem uma relação boa com todos nós. Ele vai ter que administrar essa relação. Não é simples, mas ele sabe fazer", afirmou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

O governador do Ceará foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu a reportagem até a conclusão desta edição. Falando com exclusividade ao O POVO, Camilo disse em julho não ter dúvidas de que PT e PDT estarão juntos no Ceará em 2018 e que a tendência é que ele lance candidatura ao Senado ano que vem.

Além de ser ligado ao governador petista, Ciro também se reaproximou do senador cearense Tasso Jereissati, que é pré-candidato presidencial nas prévias do PSDB. "Ciro andou um período mais distante do Tasso, mas de um ano para cá estão falando rotineiramente", disse Lupi. 

Ex-aliado do PT, Ciro tem publicado vídeos com críticas a Lula, e colocando-se como alternativa ao petista, uma estratégia acertada com o publicitário João Santana para tentar atrair forças políticas do centro.

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Ceará tem 48 praias próprias para banho; 19 estão na Capital

Balneabilidade
2021-07-31 09:01:00
Autor Mateus Brisa
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Tipo Noticia

No litoral cearense, 48 praias estão consideradas apropriadas para banho, segundo boletins de balneabilidade divulgados nessa sexta-feira, 30, pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Do total, 19 pontos estão na Capital, 15 no litoral Leste e 14 no litoral Oeste. Os boletins são emitidos pela Gerência de Análise e Monitoramento da autarquia mensalmente (para litoral do Estado) e semanalmente (para Fortaleza).

Fortaleza

Na Capital, a maioria dos pontos próprios para recreação primária está localizada no trecho Leste. Os 11 pontos estão compreendidos entre o Farol do Mucuripe ea rua Ismael Pordeus, os postos um a oito do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), além da foz do rio Cocó e da Praia da Sabiaguaba. O 11º posto do boletim, uma parte do Farol, está impróprio.

>> Clique aqui para acessar o boletim das praias de Fortaleza

Já no trecho Centro, há seis pontos próprios: entre a Volta da Jurema e a foz do Riacho Maceió; do espigão da avenida Desembargador Moreira até a obra do Aquário. Os postos 12 a 14 estão impróprios e enquadram a Praia dos Botes, parte do Farol e entre a foz do Riacho Maceió e o Monumento dos Jangadeiros. O 16º ponto do trecho Centro não foi analisado pelo boletim devido a obras sendo realizadas no local.

Apenas dois pontos de balneabilidade adequada foram associados aos trecho Oeste de Fortaleza: entre a avenida Philomeno Gomes até a rua Padre Mororó. A Praia da Barra do Ceará está imprópria.

Litoral do Estado

No litoral Leste do Ceará, apenas duas praias se mostraram impróprias para banho: a do Presídio e do Pontal de Maceió. 15 pontos da orla foram considerados favoráveis, incluindo as praias do Porto das Dunas, do Iguape e de Canoa Quebrada.

>> Clique aqui para acessar o boletim das praias do litoral Leste

Já no litoral Oeste, 14 praias estão adequadas, incluindo algumas de rota turística, como Cumbuco, Paracuru, Lagoinha, Icaraí de Amontada e Jericoacoara. As praias de Icaraí e Arpoeiras receberam alerta para recreação primária, enquanto as do Pecém e da Taíba foram classificadas impróprias.

>> Clique aqui para acessar o boletim das praias do litoral Oeste

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Para Ciro Gomes, petista é 'passado, e não racional'

POLÍTICA
2021-07-31 08:13:11
Autor Agência Estado
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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse, ontem, ao Estadão/Broadcast, que se considera o nome mais viável fora da polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2022. Segundo ele, Lula representa o "passado, fragmentado e não racional", enquanto Bolsonaro pode nem participar da disputa eleitoral. "Não tem nem partido político."
Ciro disse que a população brasileira vai se "surpreender" com as alianças que o PDT está articulando nos Estados com foco nas eleições do ano que vem. Para ele, o PT peca justamente na articulação política.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Ceará mira em novas tecnologias para não perder espaço na produção leiteira

2021-07-31 00:30:00
Autor Irna Cavalcante
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A pecuária de leite no Ceará, que entre os anos de 2015 e 2019, conseguiu acumular crescimento de quase 63% na produção, mesmo em cenário de seca severa, observa hoje risco nesta trajetória. Sob a pressão dos efeitos econômicos da pandemia, como a alta expressiva do preço dos insumos, a produção cearense no primeiro trimestre deste ano recuou 7,03% ante o trimestre imediatamente anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para tentar retomar a perspectiva de crescimento, um projeto-piloto com pequenos produtores visa aumentar a profissionalização da cadeia do leite e permitir a expansão da pecuária de forma sustentável.

Leia Mais: CMN eleva limites da Receita Bruta Agropecuária Anual para classificar produtor

+ FGV: importação de insumos pela agropecuária e indústria indica avanço adiante

+ Programa quer tornar Ceará e mais quatro estados autossuficientes no cultivo do milho

A primeira fase do Programa Nordeste Leiteiro, que teve início nesta semana e se estende até amanhã, em Limoeiro do Norte, está levando capacitação para 12 pequenos produtores das regiões Centro Sul, Sertão Central e Vale do Jaguaribe. Organizado em quatro etapas, o programa, promovido pela indústria de laticínios cearense Betânia, a maior do segmento no Nordeste, deve alcançar 50 produtores até o fim deste ano.

Um dos pontos chave do programa é a disseminação de uma tecnologia conhecida como Compost Barn, que dentre outros diferenciais, possibilita reduzir custos de implantação e manutenção, melhorar índices produtivos e sanitários dos rebanhos e possibilitar o uso correto de dejetos orgânicos provenientes da atividade leiteira. A meta é reduzir em 20% os custos estruturais do pequeno produtor, além de expandir a produção em 20% ao ano.

“A ideia é promover uma verdadeira revolução na pecuária com a tecnologia Compost Barn, modelo de produção que garante mais conforto aos animais e melhor desempenho na fazenda”, explica David Girão, presidente do Instituto Luiz Girão, braço social da Betânia.

Segundo maior produtor de leite do Nordeste, o Ceará produziu 80,4 milhões de litros de leite cru ou resfriado no primeiro trimestre de 2021, conforme a Pesquisa Trimestral de Leite, do IBGE. Está atrás apenas da produção baiana (159,8 milhões).

+ Ipea eleva projeção do PIB agropecuário para 2,6%, mas alerta sobre crise hídrica

O coordenador do programa, Carlos Matos, que já foi secretário de Agricultura Irrigada do Estado, explica que a produção leiteira no Ceará vem dando largos passos em termos de produtividade. Se na década de 90, por exemplo, a produção anual era de 700 litros de leite por vaca, em razão de programas de incentivo à produção, atualmente, esta média está em 1.700 litros por vaca. Mas já há produtores atingindo a marca de 5 a 6 mil litros por animal.

Com o programa, ele acredita que será possível atingir uma produção anual de 10 mil litros/ vaca. “O programa foca em ganho de produtividade e eficiência, isso permite que possamos ter menor impacto ambiental, caminhando para uma tendência mundial de carbono zero e aumentando a renda do produtor. Estamos falando de pecuária 4.0” .

O professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Rodrigo Gregório, reforça que, entre os anos de 2015 e 2019, houve ainda um ganho de expertise na produção cearense alicerçado em três pontos principais: uso de irrigação para produção de alimentos volumosos, que é a base da alimentação do gado leiteiro; a adoção de técnicas de conservação de forragem; e a substituição de rebanho por animais de maior produtividade. Foi isso o que assegurou aos produtores cearenses atravessarem pelo período de crise hídrica mais crítico com crescimento expressivo da produção, mesmo diante da diminuição do rebanho. “Diferente do que ocorreu em outros estados da Região”.

Mas a pandemia trouxe novos desafios. A combinação de preço das commodities elevado no mercado internacional e dólar alto, por exemplo, favoreceram a exportação de grãos, o que têm refletido na oferta e nos preços dos insumos no mercado interno. Além disso, houve a queda do consumo e da renda das famílias também pesaram para redução da margem de lucro dos produtores.

“Além de ganho em produtividade, o maior desafio hoje é desenvolver soluções, de médio e longo, customizadas, com base na realidade de cada fazenda, para tornar o sistema de produção menos suscetíveis às oscilações internacionais. Senão fizer isso, certamente a tendência será de queda na produção”

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O que esperam os pequenos produtores

2021-07-31 00:30:00
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Walfrido Monteiro, de 52 anos, produtor de gado leiteiro há mais de 15 anos, é um dos pequenos produtores que estão participando da primeira etapa do programa Nordeste Leiteiro. Em sua pequena fazenda, em Icó, tem um rebanho composto de 54 animais, o que garante a ele uma produção entre 380 e 420 litros de leite por dia.

"A minha grande expectativa em ter esse acompanhamento é de conseguir melhorar a produção. Não só na parte técnica, mas na gestão da propriedade leiteira", afirmou Walfrido, que é também presidente da Associação dos Criadores do Ceará (ACC).

Ele diz que, hoje, um dos principais gargalos para produção de leite está no custo dos insumos. Segundo ele, o preço do milho e da soja, do início de 2020 para cá, subiu mais de 50%. Além disso, boa parte dos medicamentos e núcleos para concentrados, que são importados, também passaram a custar muito mais. "Eles falaram que uma das metas do programa é criar grupos de compras para reduzir os custos de produção. Se isso acontecer já vai dar uma boa ajuda".

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Sobre o setor :

2021-07-31 00:30:00
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Quantidade de leite cru, resfriado ou não, adquirido no Nordeste (em mil litros):

1º trimestre/2021:

Brasil -     6.555.592

Bahia -     59.872

Ceará -    80.443

Sergipe - 69.237

Pernambuco - 63.471

Maranhão - 16.372

Alagoas - 16.216

Paraíba - 16.101

Piauí -3.947

Fonte: Pesquisa Trimestral de Leite/IBGE

 

Como vai funcionar o programa Nordeste Leiteiro

O Nordeste Leiteiro é uma iniciativa da Betânia Laticínios para estimular a profissionalização da cadeia do leite e permitir a expansão da pecuária de forma sustentável no Ceará. Estruturado em quatro etapas, o programa  
também se divide entre os projetos:

Mestre Leiteiro -  assistência técnica especializada

Escola do Leite -  imersão

Mais Leite, Mais Renda -  com abertura de crédito e fornecimento de insumos com baixo custo para os produtores de leite

Casa do Leite - com a introdução da tecnologia de Compost Barn

Município Amigo do Leite - visa engajar os municípios nordestinos nesse processo de desenvolvimento para potencializar o apoio ao produtor na ampliação e fortalecimento da cadeia do leite nos municípios.

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