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TSE já desmentiu acusações de fraude feitas por Bolsonaro em live

Várias das checagens foram feitas em 2018, muito antes de o presidente passar a questionar o sistema eleitoral
20:19 | Jul. 29, 2021 Autor - Carlos Mazza Tipo Noticia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou para jornalistas na noite desta quinta-feira, 29, diversas checagens feitas pela Corte que rebatem discurso de Jair Bolsonaro na noite desta quinta-feira, 29, sobre supostas fraudes no sistema eleitoral brasileiro. Diversos pontos usados pelo presidente, como pouca adesão internacional ao voto eletrônico, já foram desmentidos pelo TSE.

Em um dos momentos do discurso, feito em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro diz que só três países no mundo usam a urna eletrônica – "o Butão, Bangladesh e o Brasil”. O TSE nega: “23 países usam urnas com tecnologia eletrônica para eleições gerais e outros 18 as utilizam em pleitos regionais”, diz checagem encaminhada. "Índia, Rússia, França e EUA estão entre os países que usam, em algumas regiões, o voto inteiramente digital (sem impressão)".

Outra acusação citada por Bolsonaro, de que a apuração das urnas é feita de forma secreta, "em uma sala fechada", também já foi desmentida pela Corte. "A apuração dos resultados é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação (...) Uma das vias impressas é afixada no local de votação, visível a todos, de modo que o resultado da urna se torna público e definitivo", diz.

Em outro momento, Bolsonaro divulgou vídeos de eleitores que teriam tentado votar em seu número na eleição de 2018, mas teriam sido impedidos pela urna eletrônica. “Nos dois vídeos divulgados, é possível verificar, nitidamente, que houve engano por parte dos eleitores quanto à ordem de votação”, diz outra checagem.

“Fica claro que os eleitores tentam votar em um candidato ao cargo de presidente, quando a tela da urna solicita a votação para o cargo de governador. Dessa forma, ao ser digitado o pretendido número do candidato à presidência, a urna alertou que o voto seria nulo”, diz o TSE, em link enviado para jornalistas na noite desta quinta-feira.

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Bolsonaro admite não ter provas de fraude eleitoral e divulga relatos já desmentidos

URNA ELETRÔNICA
2021-07-29 20:42:00 Autor Carlos Mazza Tipo Notícia

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta quinta-feira, 29, que não possui provas de fraudes no sistema de urnas eletrônicas do Brasil. Em transmissão que prometia divulgar comprovações para acusações que vem fazendo há anos, o presidente se limitou a reforçar acusações sem provas e a divulgar relatos de eleitores, boa parte deles já desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas. São indícios. Crime se desvenda com vários indícios", disse, durante live nas redes sociais. "É uma certeza? Não é.uma certeza. Mas é um indício fortíssimo", reforçou.

Jair Bolsonaro também subiu das críticas contra o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Criticando resistência do ministro contra a adoção do voto impresso, o presidente chegou a relacionar Barroso com o ex-presidente Lula (PT) e sugerir que ele buscaria “inquietação” da população.

“É justo quem tirou o Lula da cadeia, quem o tornou elegível, ser o mesmo que vai contar o voto numa sala secreta do TSE? Cadê a contagem pública de votos. Eu quero eleições no ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”, disse, em transmissão ao vivo que realiza todas as quintas-feiras pelas redes sociais.

Mesmo tendo anunciado a live prometendo a apresentação de provas de fraudes no sistema de urnas eletrônicas, o presidente não apresentou qualquer comprovação das acusações. No início da transmissão, ele disse apenas que apresentaria “indícios fortíssimos, ainda em fase de aprofundamento” de situações irregulares, citando inclusive vídeos apócrifos divulgados nas eleições de 2018.

Vídeo de youtuber

Após o discurso inicial, o presidente apresentou o vídeo de um youtuber, que se diz programador, que fala sobre possíveis formas de fraudar o sistema eleitoral brasileiro. A gravação, no entanto, mostra uma simulação precária de urna eletrônica, sem qualquer relação com o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "São vídeos que estão disponíveis na Internet", disse o presidente.

“Onde quer chegar esse homem que atualmente preside o TSE? Quer a inquietação do povo, quer que movimentos surjam no futuro, que não condizem com a democracia?”, disse, afirmando ainda que Barroso teria articulado contra a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) instituindo o voto impresso.

Por que o presidente do TSE, na iminência de ver a PEC da deputada Bia Kicis ser aprovada na comissão especial, ele vai para dentro do parlamento, se reúne com lideranças partidárias, e, no dia seguinte, muitos desses líderes trocam membros da comissão por parlamentares contrários à PEC. Que poder esse homem tem? Por que ele não quer uma eleição democrática?", disse.

Queda nas pesquisas

As acusações de Bolsonaro contra o sistema de urnas eletrônicas vem se intensificando desde o ano passado, após pesquisas eleitorais demonstrarem queda da popularidade do presidente. Na última rodada da pesquisa Datafolha, Bolsonaro aparece atrás do ex-presidente Lula nas intenções de voto, em 58% contra 31%.

No início da transmissão, o presidente voltou a defender condução do governo da pandemia de coronavírus no País. Como tem feito deste o início da crise sanitária, voltou a acusar o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter limitado atuação do governo federal no controle da doença. Na verdade, a Corte apenas reconheceu a autonomia de estados e municípios para tomarem ações de olho no combate da Covid-19.

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Bolsonaro volta a defender voto impresso e reforça ataques a Barroso

POLÍTICA
2021-07-29 20:38:23 Autor Agência Estado Tipo Notícia
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 29, em transmissão semanal pela internet, que o Brasil não é uma "república de bananas" ao defender a implementação do voto impresso. Sugeriu que poderia haver guinada autoritária similar à da Venezuela, caso não haja alteração do sistema eleitoral.
"O que eu quero é democracia. Tantos me acusam de ser ditador, tantos me acusam de ser violento. Não somos uma república de bananas, tem alguns bananas nela. Quem quer a instabilidade de uma nação poderosa como a nossa? Somos um país forte. Não podemos aceitar na mão grande, no poder da força de alguns, alguém assumir o timão desse País e levá-lo para o caos, como assistimos na América do Sul", disse aos gritos.
Em seguida, reforçou ataques ao presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, que, segundo versão contada pelo presidente, fez articulação junto a parlamentares para persuadi-los a orientar suas bancadas a votar contra a PEC do voto impresso, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-SP), em Comissão Especial no Congresso. "Vamos atender a vontade popular. Não vamos nos prender à vontade de um homem apenas que interfere no poder Legislativo", declarou com tom de voz ainda elevado.
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TSE desmente alegações de Bolsonaro sobre urna eletrônica em live

POLÍTICA
2021-07-29 20:25:40 Autor Agência Estado Tipo Notícia
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou a jornalistas no começo da noite desta quinta-feira, 29, diversas checagens rebatendo pontos do discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre supostas fraudes na urna eletrônica. Problemas nas teclas da urna e a suposta exclusividade do Brasil no uso do sistema eletrônico foram alguns dos pontos do discurso do presidente desmentidos pelo tribunal.
No começo da transmissão ao vivo, Bolsonaro disse ter relatos de pessoas que tentaram votar em seu número na eleição presidencial de 2018 e foram impedidos pela urna, ao passo que pessoas que tentaram votar no então candidato do PT, Fernando Haddad, não enfrentaram problemas. O TSE esclarece que, neste caso, as pessoas estavam tentando votar em um candidato a governador e não a presidente -- o que inviabiliza o número "17" na urna.
Em outro momento, o presidente disse que só três países no mundo usam a urna eletrônica, entre eles o Butão. Sobre isso, o TSE esclarece que 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica em suas eleições gerais. Outras 18 nações usam a urna em pleitos regionais. "Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns estados", diz um trecho da checagem do TSE.
Em vários momentos da live, Bolsonaro disse que a apuração dos votos será feita "pelos mesmos que tornaram o ex-presidente Lula (PT) elegível e que o tiraram da cadeia". No entanto, a apuração dos votos é feita de forma pública, como explica o TSE.
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Provas sobre fraude nas urnas que Bolsonaro deve apresentar são de vídeo Naomi Yamaguchi

Política
2021-07-29 19:54:00 Autor Tipo Noticia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu que irá apresentar provas de fraude nas urnas eletrônicas na edição desta quinta-feira, 29, de suas lives semanais. Segundo informação da coluna de Malu Gaspar, para O Globo, a teoria do presidente é a mesma exposta em um vídeo postado em 2018 nas redes sociais por Greice Naomi Yamaguchi, irmã da médica Nise Yamaguchi, que foi ouvida pela CPI da Covid.

Naomi Yamaguchi foi candidata a deputada federal pelo PSL de São Paulo nas últimas eleições. No registro, daquele ano, ele alega que Aécio Neves (PSDB) venceu a disputa contra Dilma Rousseff (PT) em 2014, mas que a vitória foi revertida por alterações no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O próprio tucano já foi a público desmentir a afirmação.

Segundo membros de um grupo de pessoas que trocam informações sobre as supostas fraudes e falhas nas urnas eletrônicas, Bolsonaro tem sido subsidiado pelo mesmo homem que aparece no vídeo afirmando que a vitória de Dilma Rousseff em 2014 foi resultado de fraude. Como adiantou o blog de Lauro Jardim, o próprio técnico, porém, não deve mostrar o rosto na live, assim como não aparece no vídeo de Naomi.

Segundo informações da coluna do O Globo, que fez contato com o engenheiro de dados Amilcar Brunazo - um dos mais antigos defensores dessa tese e coordenador do movimento Comitê Interdisciplinar Independente - o tal técnico se recusa a aparecer por medo de ser preso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante a transmissão.

À coluna, o engenheiro de dados afirmou que o técnico, impressionado com o caso do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso após ataques a ministros do STF, assumiu uma postura mais temerosa.

Brunazo diz ainda que o técnico o procurou pela sua experiência em audiências no Congresso e lives sobre o voto impresso. O engenheiro, então, conta que alertou sobre a exposição pública e a ausência de indícios suficientemente convincentes. Como efeito, o homem decidiu escalar uma outra pessoa para fazer uma apresentação com seus dados junto com o presidente.

 

 

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Bolsonaro: "É justo quem tirou o Lula da cadeia contar o voto numa sala secreta do TSE?"

ELEIÇÕES 2022
2021-07-29 19:29:00 Autor Carlos Mazza Tipo Notícia

Jair Bolsonaro subiu o tom na noite desta quinta-feira, 29, das críticas contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. Criticando resistência do ministro contra a adoção do voto impresso, o presidente chegou a relacionar Barroso com o ex-presidente Lula (PT) e sugerir que ele buscaria “inquietação” da população.

“É justo quem tirou o Lula da cadeia, quem o tornou elegível, ser o mesmo que vai contar o voto numa sala secreta do TSE? Cadê a contagem pública de votos. Eu quero eleições no ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”, disse, em transmissão ao vivo que realiza todas as quintas-feiras pelas redes sociais.

Mesmo tendo anunciado a live prometendo a apresentação de provas de fraudes no sistema de urnas eletrônicas, o presidente não apresentou qualquer comprovação das acusações. No início da transmissão, ele disse apenas que apresentaria “indícios fortíssimos, ainda em fase de aprofundamento” de situações irregulares, citando inclusive vídeos apócrifos divulgados nas eleições de 2018.

Vídeo de youtuber

Após o discurso inicial, o presidente apresentou o vídeo de um youtuber, que se diz programador, que fala sobre possíveis formas de fraudar o sistema eleitoral brasileiro. A gravação, no entanto, mostra uma simulação precária de urna eletrônica, sem qualquer relação com o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "São vídeos que estão disponíveis na Internet", disse o presidente.

“Onde quer chegar esse homem que atualmente preside o TSE? Quer a inquietação do povo, quer que movimentos surjam no futuro, que não condizem com a democracia?”, disse, afirmando ainda que Barroso teria articulado contra a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) instituindo o voto impresso.

Por que o presidente do TSE, na iminência de ver a PEC da deputada Bia Kicis ser aprovada na comissão especial, ele vai para dentro do parlamento, se reúne com lideranças partidárias, e, no dia seguinte, muitos desses líderes trocam membros da comissão por parlamentares contrários à PEC. Que poder esse homem tem? Por que ele não quer uma eleição democrática?", disse.

Além de acusar Barroso de interferência nas eleições, o presidente fez ainda uma série de críticas políticas contra o ministro, chegando a relacionar ele com políticos da oposição e países latinos governados pela esquerda, como Venezuela e Argentina.

Queda nas pesquisas

As acusações de Bolsonaro contra o sistema de urnas eletrônicas vem se intensificando desde o ano passado, após pesquisas eleitorais demonstrarem queda da popularidade do presidente. Na última rodada da pesquisa Datafolha, Bolsonaro aparece atrás do ex-presidente Lula nas intenções de voto, em 58% contra 31%.

No início da transmissão, o presidente voltou a defender condução do governo da pandemia de coronavírus no País. Como tem feito deste o início da crise sanitária, voltou a acusar o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter limitado atuação do governo federal no controle da doença. Na verdade, a Corte apenas reconheceu a autonomia de estados e municípios para tomarem ações de olho no combate da Covid-19.

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