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Com fundo eleitoral de R$ 5,7 bi, Brasil sobe ao topo mundial de gastos públicos com campanhas

Somado ao fundo partidário, (R$ 1 bi), o País deve desembolsar um total de R$ 6,7 bilhões no próximo ano, o que representa 0,09% do seu PIB para as campanhas de 2022

Filipe Pereira
18:09 | 17/07/2021
Os valores do Brasil são mais elevados do que os estipulados em diversos países (Foto: Mario Roberto Duran Ortiz/Creative Commons)
Os valores do Brasil são mais elevados do que os estipulados em diversos países (Foto: Mario Roberto Duran Ortiz/Creative Commons)

Com a decisão dos deputados federais e senadores nesta quinta-feira, 15, de destinar R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral das eleições de 2022, o Brasil foi elevado ao topo mundial do uso de dinheiro público para o financiamento de campanhas. É o que revela os dados do Movimento Transparência Partidária, que abrange 25 países.

O levantamento mostra que, tanto nominalmente quanto proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil lidera em disparado esse tipo de gastos. Somado ao fundo partidário, (R$ 1 bi), o País deve desembolsar um total de R$ 6,7 bilhões no próximo ano, o que representa 0,09% do seu PIB para as campanhas de 2022.

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Os valores são mais elevados do que os estipulados em diversos países, como México (US$ 307 milhões), Alemanha (US$ 202 milhões), França (US$ 79 milhões), Canadá (US$ 25 milhões), Chile (US$ 23 milhões), Estados Unidos (US$ 20 milhões) e Argentina (US$ 13 milhões).

Após a turbinada no financiamento das campanhas eleitorais de 2022, a valor a ser reservado ao fundo eleitoral representa um aumento de 185% em relação ao valor que os partidos obtiveram em 2020 para as disputas municipais - R$ 2 bilhões. É também mais que o triplo do que foi destinado às eleições de 2018, quando foi distribuído R$ 1,8 bilhão.