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Política
NOTÍCIA

Saiba quem é Emanuela Medrades, depoente da CPI da Covid desta quarta

A depoente é diretora da empresa que intermediou entre o laboratório indiano Bharat Biotech e o Ministério da Saúde a venda da vacina indiana Covaxin

Filipe Pereira
10:24 | 14/07/2021
Saiba quem é Emanuela Medrades, depoente da CPI da Covid desta terça (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Saiba quem é Emanuela Medrades, depoente da CPI da Covid desta terça (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos é a personagem a ser ouvida de quarta-feira, dia 14, na CPI da Covid-19. A depoente participou também ontem da comissão após o Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu um habeas corpus que lhe concedeu o direito de ficar em silêncio sobre informações que pudessem incriminá-la, o que provocou dúvidas sobre o avanço da sessão. No entanto, após provocação do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o ministro Luiz Fux disse que nenhum direito fundamental é absoluto e que a CPI poderá tomar as providências que achar cabíveis durante o depoimento. Alegando estar exausta, Emanuela pediu para adiar seu depoimento para hoje, com a promessa de que responderia aos questionamentos.

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A depoente é diretora da empresa que representa o laboratório indiano Bharat Biotech no Brasil, sendo responsável por intermediar com o Ministério da Saúde a venda da vacina indiana Covaxin. O processo de aquisição é investigado pelo colegiado devido a irregularidades no documento e uma suposta pressão atípica denunciada por servidores do Ministério da Saúde para sua aprovação.

Foi Medrades que informou a Regina Oliveira, fiscal do contrato da Covaxin dentro do Ministério da Saúde, que não seria possível garantir a primeira entrega de 4 milhões de doses, mas apenas 3 milhões de doses. Isso porque uma regulamentação da Índia limita a exportação a US$ 50 milhões, o equivalente a 3 milhões de doses, teria afirmado Medrades a Oliveira por e-mail.

A empresa, procurada mesmo com o preço mais caro entre as candidatas e sem qualquer aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), teria se comprometido a entregar um milhão de doses restantes na entrega seguinte. Oliveira afirmou em depoimento à CPI que aceitou a justificativa da empresa e autorizou a continuidade para a importação das doses.

O nome de Emanuela aparece nas trocas de e-mails entre a empresa e o Ministério da Saúde.Por conta disso, a diretora teve quebra dos sigilos telefônico e telemático (mensagens) aprovado pela CPI.

Contato com empresas indianas

Além da Bharat Biotech, a Precisa Medicamentos já tinha relação com o mercado farmacêutico indiano. Emanuela Medrades já esteve na Índia para tratar de contrato com uma empresa de preservativos femininos. Segundo a depoente da CPI da Covid, a Precisa possui um departamento de relações internacionais que realiza buscas para que se possa atuar no mercado brasileiro. 

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