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Política
NOTÍCIA

Omar Aziz reitera que Bolsonaro prevaricou no caso Covaxin: "É fato"

""Isso (prática do crime de prevaricação pelo presidente) não é indício. Isso é um fato. Ele não desmente", disse o senador em entrevista ao O Globo

Carlos Mazza
20:32 | 02/07/2021
Brazilian Senator Omar Aziz, chairman of the Parliamentary Inquiry Commission that investigates the government's handling of the coronavirus pandemic, speaks during a session, in Brasilia on May 25, 2021. - Brazil has spent the past weeks immersed in wall-to-wall coverage of a Senate inquiry into why COVID-19 exploded so horribly in the country -- a parade of damning, sometimes comical testimony likely to damage President Jair Bolsonaro. (Photo by EVARISTO SA / AFP)
      Caption (Foto: AFP)
Brazilian Senator Omar Aziz, chairman of the Parliamentary Inquiry Commission that investigates the government's handling of the coronavirus pandemic, speaks during a session, in Brasilia on May 25, 2021. - Brazil has spent the past weeks immersed in wall-to-wall coverage of a Senate inquiry into why COVID-19 exploded so horribly in the country -- a parade of damning, sometimes comical testimony likely to damage President Jair Bolsonaro. (Photo by EVARISTO SA / AFP) Caption (Foto: AFP)

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), reiterou nesta sexta-feira, 2, que o presidente Jair Bolsonaro "prevaricou" no caso de supostas fraudes na compra da vacina Covaxin, uma das denúncias investigadas pela comissão.

"Isso (prática do crime de prevaricação pelo presidente) não é indício. Isso é um fato. Ele não desmente. Ele não encaminhou (a denúncia) para a Polícia Federal. A Polícia Federal abriu nessa quarta-feira esse inquérito. Depois de quantos meses? É um fato", disse Aziz, em entrevista ao jornal O Globo.

Segundo o Código Penal brasileiro, prevaricação é o crime que ocorre quando um funcionário público propositalmente atrasa, deixa de fazer ou faz algo indevido para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Em depoimento à CPI da Covid na semana passada, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que informou pessoalmente a Bolsonaro, ainda em março, os indícios de fraudes identificados pelo seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, no contrato da Covaxin. Na época, o presidente teria relacionado o caso ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) e prometido alertar a PF sobre o caso.

Investigação sobre o caso, no entanto, só foi instaurada na corporação na última semana. Durante o depoimento de Miranda, Omar Aziz chegou a afirmar que o presidente teria prevaricado no caso, repetindo diversas vezes a acusação.

Na entrevista ao O Globo, Aziz também rebateu críticas que o grupo tem recebido do presidente, que chegou a chamar integrantes da comissão de "bandidos". "Ele [Bolsonaro] precisa dar uma resposta para o eleitorado dele. E a resposta é desqualificar os membros da CPI (...) uma coisa que deixa o presidente com urticária é a gente mostrar que o governo dele é corrupto também".