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Política
NOTÍCIA

Vice-presidente do Patriota não garante apoio à candidatura de Bolsonaro em 2022

Ovasco Resende afirma que as negociações para filiação de Bolsonaro ao Patriota estão sendo feita às sombras, sem o conhecimento da maioria dos integrantes da sigla. Ele critica a postura do presidente Adilson Barroso: "age de forma sorrateira"

19:03 | 07/06/2021
A apoiadores, Bolsonaro afirmou que sua filiação ao Patriota está "quase certa" (Foto: AFP)
A apoiadores, Bolsonaro afirmou que sua filiação ao Patriota está "quase certa" (Foto: AFP)

O vice-presidente do Patriota, Ovasco Resende, disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "não tem segurança nenhuma" de que o partido apoie sua candidatura à reeleição em 2022. "Se aparecer um candidato mais forte nas pesquisas, Adilson [Barroso, presidente do Patriota] pode tirar a legenda e apoiar outro nome", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

A ida para o partido já foi anunciada pelo próprio Bolsonaro, que disse a apoiadores que é “quase certa”. "Estamos negociando. É como um casamento, né? Programado, planejado, para não dar problema, né?", declarou. A filiação de Bolsonaro, porém, enfrenta resistência de membros do partido.

Na semana passada, integrantes da sigla entraram com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em que acusam Adilson Barroso de negociar a adesão de Bolsonaro sem transparência.

Segundo o vice-presidente do Patriota, o problema não é diretamente com Bolsonaro, mas com o fato do grupo não ter sido consultado sobre a filiação dele e do filho Flávio Bolsonaro, nem sobre o apoio à reeleição do presidente no ano que vem. "Não acredito que Bolsonaro vá entrar em um partido dividido e no qual o próprio presidente da legenda age de forma sorrateira", disse.

Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro trocou oficialmente o Republicanos pelo Patriota e informou que o pai também recebeu um convite para se filiar ao partido. Membros do partido, no entanto, afirmam que só souberam de reuniões entre Bolsonaro e Barroso pela imprensa.

Eles não fazem objeção à filiação, mas dizem que os ritos internos do partido precisam ser respeitados. "Compete à convenção nacional do Patriota decidir democraticamente se o partido terá candidatura presidencial própria em 2022 e, em caso positivo, se é vontade da maioria que o candidato seja o Exmo. Sr. Presidente da República Jair Bolsonaro e que seus apoiadores ocupem posições no Patriota", diz o texto enviado ao TSE.

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