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Política
NOTÍCIA

CPI da Covid: médica Nise Yamaguchi não consegue explicar a diferença entre vírus e protozoário

A pergunta foi direcionada pelo senador Otto Alencar, membro da CPI que também é médico

17:54 | 01/06/2021
CPI da Covid realiza oitiva da médica oncologista e imunologista Nise Hitomi Yamaguchi. O objetivo é esclarecer sobre o assessoramento paralelo ao governo no enfrentamento à covid-19 e tentativa de mudança da bula da cloroquina (Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoAg)
CPI da Covid realiza oitiva da médica oncologista e imunologista Nise Hitomi Yamaguchi. O objetivo é esclarecer sobre o assessoramento paralelo ao governo no enfrentamento à covid-19 e tentativa de mudança da bula da cloroquina (Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoAg)

Em um momento do seu depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira, 1° de junho, a médica Nise Yamaguchi foi confrontada com uma pergunta do senador Otto Alencar (PSD-BA) sobre a diferença entre um vírus e protozoário. O questionamento foi na direção de entender a defesa do tratamento da Covid-19 com cloroquina, um remédio antiprotozoário.

Ao responder a diferença entre os dois organismos, Nise afirmou de modo mais simples que “protozoários são organismos celulares e os vírus são organismos que têm conteúdo de RNA ou DNA”, e logo foi interrompida pelo senador.

Otto Alencar, que também é médico, tentou corrigir a depoente. “Os protozoários são organismos mono ou unicelulares, e os vírus são organismos que têm uma proteção proteica, (o) capsídeo, e, internamente, o ácido nucleico. Completamente diferente do que você falou”, declarou.

“Vírus não são nem considerados seres vivos, portanto, uma medicação para protozoário nunca cabe para vírus”, completou ainda. Logo em seguida Otto questionou: “Quando surgiu o vírus H1N1 a ciência foi atrás de um medicamento antiprotozoário ou antiviral?”.

Nise Yamaguchi é médica oncologista e imunologista, e foi convidada a prestar depoimento na CPI como expoente do tratamento precoce da Covid-19, além de ter sido apontada como membro de um suposto “gabinete paralelo” que orientava as medidas de enfrentamento à pandemia do governo federal. A médica foi cotada ainda para assumir o Ministério da Saúde na ocasião da saída dos ex-ministros Henrique Mandetta e Nelson Teich; ela nega que tenha recebido convite oficial para o posto.

Em passagem pela CPI na último dia 11 de maio, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Tores, afirmou ainda uma sugestão da médica de alteração na bula da cloroquina, indicando o tratamento para covid; ela também nega.