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Assim como Bolsonaro, ditador venezuelano Nicolás Maduro comeu churrasco de luxo em meio a uma crise

Em 2018, Maduro apareceu comendo churrasco em um restaurante de elite da cidade Istambul, na Turquia, em momento de agravamento da crise em seu país
15:34 | Mai. 11, 2021
Autor Redação O POVO
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A polêmica envolvendo o valor da picanha usada em churrasco do presidente Jair Bolsonaro, cerca de R$ 1,8 mil o quilo, lembra caso similar envolvendo outro chefe de estado. O ditador venezuelano Nicolás Maduro gerou polêmica, em setembro de 2018, após a divulgação de vídeos nas redes sociais nos quais aparecia comendo churrasco em um restaurante de luxo em Istambul, na Turquia, em momento de agravamento da crise em seu país.

Na ocasião, o venezuelano retornava de viagem à China, para a assinatura de acordos de cooperação econômica. A parada na Turquia, segundo informou, devia-se a um convite para um almoço com autoridades locais. À época, o jornal britânico The Guardian noticiou que as imagens foram gravadas na famosa churrascaria Nusr-Et, cujo dono é o chef turco Nusret Gökçe, conhecido como “Salt Bae”. Maduro foi duramente criticado por opositores.

A Venezuela segue até hoje enfrentando uma crise econômica e social que se agrava com o passar dos últimos anos. Em 2018, data da visita de Maduro ao restaurante de luxo, cerca de um quarto da população afirmava comer menos de duas refeições por dia, e cerca de 87% dos venezuelanos viviam em situação de pobreza. Milhões de venezuelanos já deixaram o país em busca de melhores condições de vida. O Brasil é um dos principais destinos.

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"O Chavismo está pedindo um empréstimo para a China porque você não tem dinheiro para pagar suas dívidas e depois você vai a um restaurante de luxo", comentou o especialista em mídia digital Luis Carlos Díaz, um dos mais influentes e ativos críticos do regime venezuelano nas redes sociais, com quase 500 mil seguidores no Twitter atualmente.

No caso brasileiro, a picanha de Bolsonaro já gera comentários de opositores nas redes sociais. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), um dos nomes cotados para a disputa presidencial do ano que vem, foi um dos primeiros a utilizar as redes sociais para criticar a postura do presidente.

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