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CPI da Covid-19: Como Tasso e Girão exploraram a presença de Mandetta

O senador do Podemos o questionou sobre momentos em que aparece sem máscara. Tasso abordou a relação de Bolsonaro com o isolamento social
16:37 | Mai. 04, 2021
Autor Carlos Holanda
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Carlos Holanda Repórter
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Tipo Notícia

Dois dos três senadores cearenses, Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (Podemos), participam do depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Ele fala ao colegiado desde a manhã desta terça-feira, 4.

Girão lançou questões indigestas ao médico. O indagou sobre a despedida como ministro da Saúde, quando abraçou assessores e secretários. Também explorou a presença do médico numa sinuca com amigos.

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Mandetta respondeu que, em sua despedida, a equipe toda trabalhava com conselho "de biossegurança forte". Segundo ele, em sua gestão a equipe permaneceu sem um caso de Covid-19 confirmado.

"Eu a abracei (uma servidora), não deveria, mas era muita emoção naquele momento", assumiu o ex-ministro.

Em relação às imagens no bar, Mandetta afirmou que estava acompanhado do filho, com quem travava uma conversa de "pai para filho" e dentro do que era permito pela sua cidade, Campo Grande, àquele momento.

Os dois momentos são frequentemente recordados por bolsonaristas como resposta às críticas feitas ao comportamento negacionista com que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conduziu a crise até aqui.

Girão também perguntou se Mandetta não tem remorso de não ter adotado o que se chama de tratamento precoce contra a doença, orientando que se receitasse um conjunto de fármacos cientificamente ineficazes.

Cada senador dispõe de 15 minutos para inquirir o depoente. O tucano Tasso quis fazer única pergunta a Mandetta.

Escolheu questioná-lo sobre o porquê de o presidente não optar pelo isolamento social como uma dos meio de combate ao vírus, se a escolha estava amparada em outra "tese", como a da imunidade de rebanho.

"É muito difícil você entender sobre qual teoria, a impressão que eu tenho é que havia algumas teorias mais simpáticas. Uma delas era 'olha, o brasileiro vai se contaminar, ele mora em aglomerados, mora sem esgoto, então vai se atingir o coeficiente de proteção de rebanho'", confirmou Mandetta.

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