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Política
NOTÍCIA

Eduardo Cunha reforça "posição oposta ao PT" e diz que apoiaria Bolsonaro

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente da Câmara dos Deputados afirmou que "quem elegeu Bolsonaro porque não queria a volta do PT tem a obrigação de dar a governabilidade a ele"

Filipe Pereira
11:09 | 13/04/2021
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante sessão plenária para análise e discussão da Reforma Política (Gustavo Lima / Câmara dos Deputados) (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante sessão plenária para análise e discussão da Reforma Política (Gustavo Lima / Câmara dos Deputados) (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB), preso desde 2016 pela operação Lava Jato, acusou a imprensa e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) de sabotarem o governo do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que, caso estivesse no poder, "sempre estaria na posição oposta ao PT" e apoiaria o chefe do Executivo.

Cunha concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira, 13, sobre seu livro “Tchau, Querida: O Diário do Impeachment”, que será lançado pela Editora Matrix no próximo sábado, 17. O ex-parlamentar fez críticas ao atual cenário político no Brasil e ressaltou que, apesar de “eventuais críticas pontuais”, daria sustentação ao presidente. 

“Quem elegeu Bolsonaro porque não queria a volta do PT tem a obrigação de dar a governabilidade a ele. Se estivesse no poder, eu o apoiaria, com eventuais críticas pontuais, mas sempre estaria na posição oposta ao PT”, declarou.

Sobre as projeções para as eleições presidenciais de 2022, Cunha defendeu não haver hipótese de uma terceira candidatura tirar o protagonismo da disputa entre Bolsonaro e o PT, provavelmente representado pelo ex-presidente Lula.

“É preciso ter em conta que vivemos em uma dupla opção, entre o PT e o anti-PT. Nunca existiu terceira via em todas as eleições desde 1989 e não existirá na próxima. Não vejo ninguém para isso. Entre Bolsonaro e o PT, não tenho a menor dúvida de ficar com Bolsonaro. Qualquer opção é melhor que a volta do PT”, disse.

Sobre o processo que levou ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, Cunha acusou o PSDB de traição e afirmou que guarda mágoas do ex-presidente Michel Temer (MDB), afirmando que o emedebista tem "personalidade fraca". “Eu relato no livro o papel de Temer com relação a mim, que não foi correto. Não poderia esperar nada diferente dele, pois sua personalidade é fraca. Leiam e tirem suas conclusões. Quanto ao PSDB, eles se aproveitavam da situação em todos os momentos. Eles me usaram no processo como bucha de canhão. É evidente que fui traído por alguns”, declarou.