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Política
NOTÍCIA

"Indecência": Gilmar Mendes perde a linha com voto de Nunes Marques pró-Moro

"O Tribunal de Curitiba (responsável pelas condenações em primeira instância da Lava Jato) é conhecido mundialmente, hoje, como um tribunal de exceção"

Carlos Holanda
16:35 | 23/03/2021
Ministro Gilmar Mendes durante sessão da Segunda Turma do STF para jugar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Ministro Gilmar Mendes durante sessão da Segunda Turma do STF para jugar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Logo que Kássio Nunes Marques encerrou voto pró-Sergio Moro, deixando o placar da votação sobre a suspeição do ex-juiz federal em 3 a 2, beneficiando-o, Gilmar Mendes subiu o tom contra o colega ministro. Um dos pontos da argumentação de Nunes Marques se amparou no conceito de "garantismo". Ele defendeu que é necessário que o alvo da ação tenha resguardado o sistema de garantias de direitos. 

"(...) E isto, ministro Kássio, com a devida vênia, nada tem a ver com 'garantismo', isto é uma indecência. Não importa o resultado desse julgamento. A desmoralização da Justiça já ocorreu. O Tribunal de Curitiba (responsável pelas condenações em primeira instância da Lava Jato) é conhecido mundialmente, hoje, como um tribunal de exceção. Enche-nos de vergonha", disparou Mendes.

Há ainda a possibilidade de que Cármen Lúcia reveja voto. Uma das leituras é de que, ao endurecer a fala contra Nunes Marques, o verdadeiro alvo de Mendes é Lúcia. Um modo de jogar pressão sobre ela.