PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

Governo Trump pressionou Brasil a não comprar vacina russa Sputnik V

Segundo um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, o governo Trump teria usado as relações diplomáticas para impedir a negociação do Brasil com a Rússia

22:09 | 15/03/2021
Vacina russa Sputnik (Foto: AFP / Fundo Russo de Investimento Direto )
Vacina russa Sputnik (Foto: AFP / Fundo Russo de Investimento Direto )

Segundo um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA em 17 de janeiro, o governo americano, durante a gestão de Trump, pressionou o Brasil a rejeitar a compra da vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V.

O documento é um balanço anual sobre as atividades do departamento em 2020. Na página 48, assinada pelo então secretário de Saúde Alex Azar, há um trecho que diz que os EUA usaram relações diplomáticas para dificultar as negociações de vacinas vindas de países como a Rússia, Venezuela e Cuba, classificados como "mal-intencionados".

As negociações de imunizantes originados nessas nações foram tidas como "influências malignas nas Américas".

Na manhã desta segunda-feira, 15, o perfil oficial da Sputnik V no Twitter comentou o relatório e fez críticas à atitude americana, afirmando que os países devem trabalhar juntos "para salvar vidas". "Os esforços para minar as vacinas são antiéticos e estão custando vidas", diz a postagem.

No Brasil, a Sputnik V foi negociada diretamente por governadores do Nordeste, que assinaram a compra de 37 milhões de doses na semana passada, com previsão de chegada ao Brasil entre abril e julho.

Um dia após a iniciativa dos governadores, o Ministério da Saúde do Brasil assinou um contrato para a compra de 10 milhões de doses da vacina russa.

A Sputnik V teve eficácia de 91,6% contra a Covid-19, segundo resultados preliminares publicados na revista científica "The Lancet", e teve seu uso aprovado em cerca de 50 países. No Brasil, o imunizante ainda não foi liberado para uso emergencial pela Anvisa.

 

TAGS