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Política
NOTÍCIA

Imprensa internacional repercute decisão que anulou condenações de Lula

Destaque foi para a elegibilidade do ex-presidente que agora poderá concorrer as eleições presidenciais em 2022. Os veículos relembraram as eleições de 2018, em que Lula liderava nas pesquisas de intenção de voto, mas teve a candidatura a indeferida após ser preso.

21:10 | 08/03/2021
(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo, tirada em 08 de novembro de 2019, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula ao sair da Sede da Polícia Federal, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro, em Curitiba, Paraná, Brasil . - Um juiz do Supremo Tribunal Federal anulou as condenações por corrupção contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de março de 2021, abrindo caminho para que o líder de esquerda concorra às eleições presidenciais de 2022. (Foto de HENRY MILLEO / AFP) (Foto: HENRY MILLEO / AFP)
(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo, tirada em 08 de novembro de 2019, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula ao sair da Sede da Polícia Federal, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro, em Curitiba, Paraná, Brasil . - Um juiz do Supremo Tribunal Federal anulou as condenações por corrupção contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de março de 2021, abrindo caminho para que o líder de esquerda concorra às eleições presidenciais de 2022. (Foto de HENRY MILLEO / AFP) (Foto: HENRY MILLEO / AFP)

A decisão da tarde de hoje, 8, do ministro do STF, Edson Fachin, que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato, já repercute na imprensa internacional, com destaque para a elegibilidade do petista nas eleições de 2022.

Os veículos também relembraram a disputa presidencial de 2018, em que Lula dificultava as chances de vitória de Bolsonaro, mas teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral após ser preso.

“Lula perdeu seus direitos políticos e, por isso, foi excluído da disputa eleitoral que levou Jair Bolsonaro à presidência, há mais de dois anos. Aos 75 anos, Lula não descarta se candidatar para a próxima eleição, prevista para 2022", escreveu o jornal espanhol El PAÍS.

Ao conceder o habeas corpus a Lula, Fachin declarou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, origem da Lava Jato, não tem competência para julgar os processos que envolvem o ex-presidente. Com a decisão monocrática, o petista recuperou seus direitos políticos e pode disputar as eleições presidenciais do próximo ano, caso manifeste vontade.

Confira como portais internacionais repercutiram a anulação das condenações de Lula:

The Guardian, Reino Unido

"Lula foi presidente da maior economia da América latina por dois mandatos, entre 2003 e 2011, tendo sido responsável por um período histórico de crescimento alimentado por commodities e redução da pobreza. O petista, hoje aos 75, esperava disputar um terceiro mandato em 2018, mas ficou de fora após ser preso por acusações de corrupção"

La Repubblica, da Itália

Supremo Tribunal Federal [do Brasil] anula condenações de Lula, e ex-presidente pode se recandidatar em 2022

"Lula aparecia à frente de todas as pesquisas [eleitorais] quando foi condenado pela Justiça Federal do Paraná em 2018, no âmbito da Operação Lava Jato", lembra o jornal.

El País, da Espanha

Um juiz do Supremo do Brasil anula as condenações de Lula da Silva

"Lula perdeu seus direitos políticos e, por isso, foi excluído da disputa eleitoral que levou Jair Bolsonaro à presidência, há mais de dois anos. Aos 75 anos, Lula não descarta se candidatar para a próxima eleição, prevista para 2022", escreve o jornal espanhol.

Le Monde, da França

Brasil: ministro do Supremo Tribunal Federal anula condenações do ex-presidente Lula, que recupera seus direitos políticos.

"A decisão, que caiu como uma bomba no Brasil, foi tomada pelo ministro Edson Fachin. Ele considerou que o tribunal [13ª Vara Federal de] Curitiba, no sul do país, que havia condenado Lula em quatro processos, 'não era competente' para julgar esses casos", diz o jornal francês.

Clarín, da Argentina

Brasil: todas as condenações de Lula da Silva são anuladas, e [ex-presidente] poderá voltar a se candidatar

"A decisão monocrática de Fachin acontece logo depois do escândalo causado pelo vazamento de mensagens que expôs o que Lula e o PT sempre denunciaram: o trabalho conjunto e secreto dos procuradores e do então juiz Sergio Moro para condenar o ex-presidente antes que pudesse disputar as últimas eleições presidenciais.", explicou o jornal argentino.