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Collor explica união com Bolsonaro e minimiza comportamento do presidente: "Estilo de cada um"

O senador alagoano destacou que é o único ex-presidente da República com mandato parlamentar, e que isso o obriga a contribuir com sua experiência pelo bem do País

10:45 | 23/02/2021
Gilson Machado, Ministro empossando de Estado do Turismo, senador Fernando Collor e Presidente Jair Bolsonaro,   durante cerimônia de Posse do ministro do Turismo (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Gilson Machado, Ministro empossando de Estado do Turismo, senador Fernando Collor e Presidente Jair Bolsonaro, durante cerimônia de Posse do ministro do Turismo (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, transmitida na madrugada desta terça-feira, 23, o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (Pros-AL), tentou explicar a atual parceria com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mesmo após fazer tantas críticas ao governo. Bolsonaro, inclusive, votou a favor de impeachment de Collor, em 1992.

Collor destacou que é o único ex-presidente da República com mandato parlamentar, e que isso o obriga a contribuir com sua experiência pelo bem do País. "Eu sou um ex-presidente, e o único que tem assento no Congresso Nacional. Pesam nos meus ombros a responsabilidade de colaborar e a forma que eu tenho de contribuir é com a minha experiência. No momento em que eu sinto que posso dar alguma contribuição, alguma colaboração, eu sendo chamado, estou inteiramente à disposição", afirmou.

Sobre as críticas que fazia a Bolsonaro, o ex-presidente argumentou que estava preocupado com a falta de diálogo entre o chefe do Executivo e a classe política. "Ele estava negando a política e qualquer tipo de contato com a classe política. E eu dizia: 'se continuar assim, não termina o mandato, não termina o governo'. Eu adicionava: 'Eu já vi esse filme, não quero ver de novo, alertando o presidente da república para a necessidade de se aproximar do Congresso'".

O senador alagoano também minimizou o linguajar agressivo e as falas polêmicas de Bolsonaro. "Ele pode ser um presidente muito bom, mesmo com esse palavreado. Nos deixa ruborizados, mas é o estilo de cada um. Todos nós temos essa dificuldade, temos que conter esse temperamento. O meu caso era impetuosidade. Cada presidente tem seu temperamento e o que a gente tem que fazer é se educar", ressaltou.

Bolsonaro e Collor começaram a se aproximar logo após o senador se recusar a participar de uma solenidade comandada pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB), em que seriam imunizados com a Coronavac ex-presidentes da República. Os ex-presidentes Lula e Dilma também faltaram ao evento. Logo depois desse dia, Collor passou a acompanhar o atual presidente em compromissos pelo Nordeste, marcados pela troca de elogios.