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Política
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Em reunião com governadores, Pazuello garante 210 milhões de doses de vacina para primeiro semestre

Até 31 de julho, 230 milhões de doses devem ser entregues aos estados. Ainda em fevereiro, 10 milhões de doses devem ser encaminhadas, sendo 8 milhões da Sinovac/Butantan e 2 milhões da AstraZeneca/Fiocruz.

Filipe Pereira
17:46 | 17/02/2021
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve reunido com governadores do País nesta quarta-feria, 17. (Foto: Reprodução/Facebook)
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve reunido com governadores do País nesta quarta-feria, 17. (Foto: Reprodução/Facebook)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu na tarde desta quarta-feira, 17, com governadores do País para definir o cronograma de envio das vacinas para os Estados. Nas redes sociais, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) informou que mais 10 milhões de doses devem ser encaminhadas aos estados ainda este mês, sendo 8 milhões da Sinovac/Butantan e 2 milhões da AstraZeneca/Fiocruz.

Segundo o petista, o cronograma do Ministério da Saúde prevê cerca de 210 milhões de doses aiinda no primeiro semestre de 2021. O plano é encerrar o mês de julho com 230 milhões de imunizantes entregues. “Isso é fundamental para frear o crescimento de casos. A vacinação ainda tem ocorrido de forma lenta, pela falta de novas vacinas”, publicou o chefe do Executivo estadual.

Na publicação, o governador também confirmou reunião com o comitê científico cearense, responsável por discutir as medidas sanitárias adotadas por decreto, para definir mais detalhes das novas regras de isolamento no Ceará. 

A reunião deve-se ao término da validade do que foi estabelecido para o período de Carnaval, entre os dias 12 e 17, como horários de restrição em barracas de praia, bares e restaurantes, parques aquáticos, o transporte intermunicipal e o acesso a cidades do Interior.

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“Estamos avaliando a situação da pandemia no Estado para anunciar as medidas que constarão no próximo decreto estadual, que passa a vigorar a partir de amanhã (quinta, 18). Até que a vacina chegue a todos, a prevenção e a única forma de frearmos esse rápido aumento de casos”, afirmou.

Em março, o ministério da Saúde também aguarda a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca. A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.

Pressionado pela escassez de doses de vacina da covid-19, Pazuello reiterou durante o encontro com governadores que toda a população será imunizada em 2021. Na programação apresentada, o ministro incluiu as negociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, que podem garantir ao Brasil a chegada da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin, respectivamente.

A previsão, de acordo com a pasta, é que o contrato com os dois laboratórios seja assinado ainda nesta semana. Os dois imunizantes ainda não possuem pedido de uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Temos uma previsão fantástica de recebimento de vacinas", disse Pazuello durante a reunião, segundo uma autoridade que acompanha o encontro. A promessa já tinha sido feita na última semana, em reunião no Senado Federal. O ministro reconheceu que há forte onda de internações pela covid-19. "Essa realidade vai fazer com que a gente precise se reorganizar Precise de recursos extraorçamentários", completou. 

O cronograma apresentado por Pazuello apontava que o Brasil receberia cerca de 454,9 milhões de doses de vacinas em 2021. Além disso, há negociações com a Pfizer e Janssen sob "óbice jurídico", segundo os dados apresentados.

Os números intrigaram governadores, segundo pessoas presentes na reunião. Primeiro, porque uma versão diferente do cronograma foi enviada pela manhã pelo ministério. Além disso, por considerar negociações ainda em andamento ou de vacinas que nem sequer apresentaram dados de eficácia, como a indiana Covaxin.

Os chefes de Estado cobraram mais agilidade do ministro para compra de vacinas. "Não basta um calendário, é preciso, urgente, ampliar a quantidade de doses de vacina", disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, participa também da reunião.

fonte: Agência Estado