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Política
NOTÍCIA

Pazuello afirma que vacinas chegarão 3 ou 4 dias após aval da Anvisa

O ministro pediu para que prefeitos deixem salas de imunização e depósitos refrigerados prontos e que cada estado organize um plano de imunização próprio preparado, "devido às peculiaridades logísticas locais".

17:34 | 11/01/2021
Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, durante coletiva de imprensa do Ministério da Saúde, sobre a MP das vacinas, no Salão Oeste, do Palácio do Planalto. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, durante coletiva de imprensa do Ministério da Saúde, sobre a MP das vacinas, no Salão Oeste, do Palácio do Planalto. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira, 11, que os estados receberão as vacinas "três ou quatro dias" após autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para início da imunização contra covid-19. Ele reforçou que o programa de vacinação a ser implementado pelo governo pode priorizar a aplicação da primeira dose no maior número possível de pessoas, antes que se inicie a aplicação de uma segunda dose.

"A vacina vai começar no Dia D, na Hora H no Brasil. No primeiro dia que chegar a vacina, ou que a autorização for feita [pela Anvisa], a partir do terceiro ou quarto dia já estará nos estados e municípios para começar a vacinação no Brasil. A prioridade está dada, é o Brasil todo. Vamos fazer como exemplo para o mundo", afirmou o ministro.

As declarações foram dadas em Manaus, onde o ministro se reuniu com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), para discutir medidas de enfrentamento à pandemia diante do avanço da doença na região.

Acompanhe o encontro:

Ainda segundo Pazuello, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, cuja produção será feita pela Fiocruz no Brasil, possui eficácia de 71% com a aplicação da primeira dose. “Com duas doses você vai a 90%”, acrescentou.

“Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas na redução da contaminação”, afirmou o ministro, explicando que com uma primeira dose a ideia é de que a pandemia vá “diminuir muito”. Após essa redução nas contaminações é que se começaria a aplicação de uma segunda dose.

Pazuello aproveitou para pedir que prefeitos deixem salas de imunização e depósitos refrigerados prontos para serem acionados logo após a aprovação de um imunizante. Ele acrescentou ainda que cada estado precisa ter um plano de imunização próprio preparado, devido às peculiaridades logísticas locais.

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Assim como tinha feito na semana passada, o ministro apresentou três possíveis cronogramas. Em um panorama mais curto, a vacinação poderá começar até 20 de janeiro, segundo ele, caso haja liberação rápida da Anvisa. Nessa hipótese, já há 6 milhões de doses da CoronaVac, da empresa chinesa Sinovac, disponíveis para uso, que foram importadas pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

Nesse caso, segundo ele, uma dificuldade é que a CoronaVac não possui autorização para uso emergencial nem mesmo na China, o que pode resultar em demora maior para a aprovação pela Anvisa. Ele afirmou que o ministério “tem todo interesse” na aprovação do imunizante.

Outras 2 milhões de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford já foram compradas na Índia, onde já tiveram uso autorizado, disse o ministro. A chegada deve ocorrer dentro de dez dias, a depender de liberação pelo governo indiano.

O ministério também negocia a compra de diversas outras vacinas – como a Sputinik V, de origem russa, as vacinas norte-americanas da Pfizer e da Moderna, e a vacina Jansen, empresa do grupo Johnson & Johnson. No entanto, Pazuello voltou a afirmar que as quantidades disponíveis para importação são “pífias” para as dimensões do Brasil e que o país precisa contar com a fabricação própria.