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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro diz que Feder está fora e que MEC "não tem ninguém ainda"

Indicação causa divergências entre olavistas, militares e grupos evangélicos simpatizantes do Governo

Filipe Pereira
18:19 | 04/07/2020
Renato Feder (Foto: Gazeta do Povo)
Renato Feder (Foto: Gazeta do Povo)

Na manhã deste sábado, 4, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reforçou a parlamentares a desistência de escolher o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para o Ministério da Educação. "Está fora", teria afirmado o presidente a interlocutores. "Não tem ninguém ainda", teria afirmado o presidente a interlocutores, segundo informação da CNN no Brasil.

Desde o convite oficial realizado realizado à Feder para integrar o MEC, alas ligadas a Olavo de Carvalho e aos militares no Governo cobram que o presidente desista da decisão. Os grupos têm um histórico de sucesso em pressionar o Planalto a decisões demissionais, semelhante ao que aconteceu com a ex-secretária de Cultura, Regina Duarte, e os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo).

“Perdemos o MEC, então perdemos a guerra ideológica. Lamentável demais, um duro golpe em toda Direita nacional”, escreveu um usuário do Twitter em resposta à postagem da deputada Bia Kicis (PSL-DF), anunciando o novo ministro.

A pressão nas redes sociais chama a atenção para a ligação de Feder com o governador João Doria (PSDB-SP). Dizem que a escolha foi feita para agradar empresários e apaziguar a guerra ideológica. Feder teve o apoio do governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), partido do ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Grupos evangélicos, cujos líderes no Congresso também têm pressionado o presidente, também não se manifestaram contemplados com a indicação ao MEC. Contudo, educadores e entidades elogiam a escolha, alegando que Feder possui experiência na gestão da educação pública.

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