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Política
NOTÍCIA

"Blefes populistas que atrapalham o País", diz Moro sobre intervenção militar

De acordo com o ministro, o assunto ganha repercussão por causa dos "arroubos retóricos" do presidente Jair Bolsonaro

Ismia Kariny
12:40 | 04/06/2020
De acordo com o ministro, o assunto ganha repercussão por causa dos "arroubos retóricos" do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi)
De acordo com o ministro, o assunto ganha repercussão por causa dos "arroubos retóricos" do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi)

Ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, negou ver possibilidade de intervenção militar no País. Embora o assunto tenha ganhado força nas últimas semanas, Moro afirma que a repercussão se dá pelo “populismo de direita com arroubos autoritários”, incentivado por Jair Bolsonaro. O presidente tem manifestado apoio aos protestos que pedem o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. As informações são do portal de notícias da Veja.

“Falando francamente, pelo que eu vi no governo, pela convivência que tive com os ministros militares, não considero que haja esse risco de uma intervenção militar”, afirmou Moro na tarde da quarta-feira, 3, durante conferência pela internet realizada pela consultoria Arko Advice.

De acordo com o ministro, essa possibilidade sequer deveria entrar em discussão, mas o assunto ganhou repercussão por causa dos “arroubos retóricos” do presidente Jair Bolsonaro, que ele considera “blefes” populistas que atrapalham o País. “Isso é péssimo para o país, para o combate à epidemia, para a economia. Mas são arroubos retóricos, que, com todo respeito ao presidente, não deveriam existir”, disse ele.

Na transmissão ao vivo, Sérgio Moro também comentou sobre o inquérito que investiga financiamento e disseminação de notícias falsas por apoiadores de Bolsonaro, conforme relatado pelo ministro Alexandre de Moraes no STF.

Moro afirmou desconhecer o caso em profundidade, mas destacou ter percebido indícios de grupo organizado voltado para a produção e divulgação de fake news. Ele ressalta que esse tipo de ação nada tem a ver com as liberdades de expressão e de imprensa. “Isso é crime, prejudica o debate público, tem de ser coibido”, afirmou.