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Política
NOTÍCIA

Datafolha: 72% dos entrevistados rejeitam ideia de Bolsonaro de distribuir armas para a população

A pesquisa feita pelo órgão ouviu 2069 pessoas, por telefone, nos dias 25 e 26 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos

Alan Magno
11:50 | 31/05/2020
A pesquisa considerou a frase: "Eu quero todo mundo armado. Que povo armado jamais será escravizado", dita por Jair Bolsonaro (Sem Partido), no vídeo da reunião ministerial  (Foto: Marcos Corrêa/PR)
A pesquisa considerou a frase: "Eu quero todo mundo armado. Que povo armado jamais será escravizado", dita por Jair Bolsonaro (Sem Partido), no vídeo da reunião ministerial (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O órgão de pesquisas estatísticas, Datafolha, anunciou que 72% dos entrevistados na pesquisa que media a aprovação da ideia de Bolsonaro de armar livremente a população desaprovam a sugestão do presidente da República. A pesquisa feita pelo órgão ouviu 2069 pessoas, por telefone, nos dias 25 e 26 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa considerou a frase: “Eu quero todo mundo armado. Que povo armado jamais será escravizado”, dita por Jair Bolsonaro (Sem Partido), no vídeo da reunião ministerial apresentada como prova das supostas interferências políticas feitas pelo presidente nos ministérios de seu Governo, bem como na Polícia Federal. 

As pessoas consultadas que não discordavam, nem concordavam com a ideia do presidente e as que não souberam responder somaram 4% dos entrevistados, com 2% em cada grupo. Dentre os entrevistados que afirmaram ter votado em Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, a rejeição da frase é de 52%. Na região sul, um dos maiores polos apoiadores do atual governo, a rejeição foi de 66%.

A pesquisa aponta uma maior rejeição da ideia por mulheres do que por homens. Pessoas que se identificaram como sendo do gênero feminino somaram 80% de rejeição à proposta de Bolsonaro, enquanto no gênero masculino a rejeição foi de 62%. Outro recorte feito pela pesquisa diz respeito a renda, conforme aumentava o rendimento mensal dos entrevistados, diminuía o índice de rejeição à ideia do presidente.

Dentre aqueles que afirmaram ganhar até dois salários mínimos por mês, 77% discordavam de Bolsonaro, enquanto os que detinham maiores rendas, com mais de dez salários mínimos mensais, a reprovação foi de 60%.

Um comportamento semelhante foi observado no contexto da escolaridade, 74% das pessoas com até o ensino fundamental concluído rejeitavam a proposta, dentre aqueles com ensino médio o índice de rejeição cai para 71% e segue diminuindo, chegando aos 69%, dentre aqueles que possuem ensino superior.