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Política
NOTÍCIA

Ato em São Paulo foi dispersado após pedras jogadas em policiais, diz PM

"Partiram para um radicalismo muito forte, ao confronto com a polícia. Não é o que geralmente acontece", disse o secretário-executivo da PM de São Paulo

16:15 | 31/05/2020
Manifestantes pró-democracia fazem ato em frente ao Masp, em São Paulo (Foto: Nelson ALMEIDA / AFP)
Manifestantes pró-democracia fazem ato em frente ao Masp, em São Paulo (Foto: Nelson ALMEIDA / AFP)

O secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, Coronel Álvaro Batista Camilo, afirmou à Globonews que a dispersão, por parte da tropa, do ato pró-democracia no vão livre do Masp, Avenida Paulista, na tarde deste domingo ocorreu após pedras serem jogadas contra policiais. Ele defendeu que a operação está sendo realizada para evitar confrontos entre esses manifestantes e o grupo pró-governo, que se concentra a poucos metros, em frente à Fiesp.

"(Os manifestantes) Partiram para um radicalismo muito forte, ao confronto com a polícia. Não é o que geralmente acontece", disse o coronel.

Ele ressaltou, contudo, que não é possível saber de que lado vieram as pedras - dos manifestantes antigoverno ou dos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro. "Vimos animosidades dos 2 grupos (pró e antigoverno) na Avenida Paulista", disse. "E o Choque (Batalhão de Choque da PM) está lá exatamente por isso, para evitar que eles se confrontem ainda mais."

Coronel Camilo defendeu ainda que a Polícia Militar de São Paulo não defende "partido nem grupos ideológicos" e que, por orientação inclusive do governador João Doria (PSDB), deve defender a democracia e a liberdade de expressão.