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Psol pede processo contra Carla Zambelli ao Conselho de Ética da Câmara

Deputada teria auxiliado o presidente Jair Bolsonaro em supostas interferências, conforme denúncia divulgada pelo ex-ministro Sergio Moro

20:03 | 27/04/2020
Conversa entre deputada e ex-ministro foi divulgada ao Jornal Nacional como prova das acusações de interferência política no comando da Polícia Federal; na foto: Zambelli com o presidente Jair Bolsonaro
Conversa entre deputada e ex-ministro foi divulgada ao Jornal Nacional como prova das acusações de interferência política no comando da Polícia Federal; na foto: Zambelli com o presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
A bancada do Psol pediu ao Conselho de Ética e à Corregedoria da Câmara a abertura de processo de quebra de decoro contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). O partido alega que a parlamentar comentou ilegalidades incompatíveis com o cargo ao ser cúmplice das supostas interferências de Jair Bolsonaro em investigações da Polícia Federal, como denunciado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
"A representada não só tinha ciência da ilegalidade cometida pelo presidente da República, bem como teve atuação destacada na articulação inconstitucional de substituição do Diretor Geral da Polícia Federal. Como agravante, a deputada federal Carla Zambelli também sugere que o ex-ministro aceite a mudança no comando da Polícia Federal em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal", diz o pedido do Psol.
Após sua saída do governo, Moro exibiu uma conversa com a deputada, em que ela pede para que o ministro aceite uma vaga no STF em setembro, e também a troca na PF, pelo diretor da Abin. "Vá em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajudar. A fazer o JB (Jair Bolsonaro) prometer".
"Prezada, não estou à venda", responde Moro.
"Ministro, por favor milhões de brasileiros vão se desfazer", diz Zambelli.
A imagem foi usada por Moro para rebater a acusação de Bolsonaro de que ele teria pedido uma vaga no STF ao presidente, em troca de aceitar a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.