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Política
NOTÍCIA

Protagonista na deposição de Dilma, MBL agora pede impeachment de Bolsonaro

Para Kim Kataguiri, o presidente cometeu estelionato eleitoral ao não cumprir com promessas de campanha

Carlos Holanda
15:21 | 27/04/2020
O entendimento do MBL, segundo Kim Kataguiri, é de que o presidente cometeu crimes de responsabilidade, além de estelionato eleitoral
O entendimento do MBL, segundo Kim Kataguiri, é de que o presidente cometeu crimes de responsabilidade, além de estelionato eleitoral (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

Liderado pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), o Movimento Brasil Livre (MBL) protocolou na tarde desta segunda-feira 27, um pedido de impeachment do presidente da República Jair Bolsonaro. O grupo foi o principal responsável pela organização de manifestações de rua que culminaram na queda da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. O coletivo foi também uma das forças que alavancou Bolsonaro à vitória em 2018 contra Fernando Haddad (PT).

O entendimento do MBL, segundo Kataguiri, é de que o presidente cometeu crimes de responsabilidade, além de estelionato eleitoral, ao prometer combater a corrupção e implementar no País uma política econômica liberal.

"O recente episódio com o ex-ministro Sergio Moro mostra que Bolsonaro não tem compromisso com o combate à corrupção mas sim para blindar sua família e seus aliados. Quer usar a PF de maneira política, não para atender o interesse público, mas seus interesses pessoais", afirmou o deputado.

Para ele, a blindagem do filho Carlos Bolsonaro é a real motivação do presidente para a troca no comando da Polícia Federal. Vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos é investigado por atuar na disseminação de notícias fraudulentas.

Flávio Bolsonaro, o 01, é investigado por ter se beneficiado de esquema ilícito conhecido como rachadinha quando esteve na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O crime consiste no repasse de parte dos salários de funcionários para ele.

O pedido de impeachment protocolado pelo MBL se junta a outros que estão na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, como o do PDT de Ciro e Carlos Lupi. O PSB de Alessandro Molon (RJ) também adotou iniciativa no mesmo sentido.

Embora não tenha vida partidária ativa, como já disse ao próprio O POVO, Kim Kataguiri é do mesmo partido de Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente da Câmara dos Deputados anda às turras com Bolsonaro, que lhe acusa de atrapalhar os interesses do País.

A saída do ministro mais popular do governo, Sergio Moro, refletiu na impressão geral sobre a gestão do presidente. Pesquisa da Atlas Política mostra que 54% dos brasileiros apoiam o impedimento dele.