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Caso Queiroz: STJ nega suspender investigação de "rachadinha" de Flávio Bolsonaro

Ministro do Superior Tribunal de Justiça rejeitou pedido da defesa do filho do presidente Jair Bolsonaro

20:05 | 17/04/2020
FLÁVIO BOLSONARO diz ser vítima de perseguição
FLÁVIO BOLSONARO diz ser vítima de perseguição (Foto: ICARO LIMAVERDE MARQUEZI/ AE)
O ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou pedido do senador Flávio Bolsonaro para suspender as investigações do caso Queiroz, que correm na Justiça Estadual do Rio de Janeiro. O pedido foi feito pelo advogado Frederick Wassef, que defende o filho do presidente da República Jair Bolsonaro no inquérito que mira suposta "rachadinha' — desvio de salário de servidores — à época em que o parlamentar era deputado estadual no Rio.
Trata-se de um recurso da defesa contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que também rejeitou liminar requerida pelo senador.

Caso Queiroz

O ponto de partida da investigação da Promotoria do Rio sobre Flávio é o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras que aponta movimentação suspeita do ex-policial militar Fabrício Queiroz, homem de confiança do clã Bolsonaro.
Nessa investigação, o Ministério Público conseguiu na Justiça Estadual do Rio de Janeiro a quebra do sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro, por suspeita de "fantasmas" e "laranjas" em seu gabinete na Assembleia Legislativa — quando exercia o mandato de deputado —, além de compra e venda sub e superfaturada de imóveis.
Movimentações bancárias suspeitas atribuídas a Queiroz foram apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão vinculado ao Ministério da Economia apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em um ano.
As investigações miram 94 pessoas, divididas por núcleos no entorno do senador. O inquérito atinge 37 imóveis supostamente ligados ao parlamentar.
De acordo com a Promotoria, "não parece crível a insinuação da defesa de que a liderança da organização criminosa caberia ao próprio Queiroz, um assessor subalterno, que teria agido sem conhecimento de seus superiores hierárquicos durante tantos anos".