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Política
NOTÍCIA

Mesmo com "falta grave", Mourão julga que Mandetta não deve ser trocado nesse momento

 Durante a entrevista para o Fantástico, Mandetta defendeu uma unificação do discurso do Governo Federal no combate ao novo coronavírus, causador da Covid-19. Para Mourão, Mandetta não precisava ter feito tais afirmações

15:10 | 14/04/2020
Hamilton Mourão (Foto Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Hamilton Mourão (Foto Antonio Cruz/ Agência Brasil) (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

O vice-presidente Hamilton Mourão criticou declarações do titular do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista ao Fantástico. Mourão utilizou expressão esportiva ao afirmar que Mandetta "cruzou a linha da bola", cometendo uma "falta grave". Mesmo com essa afirmação, o vice-presidente ainda julga que o ministro não deve ser substituído neste momento. As informações são do Globo.

Durante a entrevista para a atração da Rede Globo, Mandetta defendeu uma unificação do discurso do Governo Federal no combate ao novo coronavírus, causador da Covid-19. Para Mourão, Mandetta não precisava ter feito tais afirmações.

"Vou usar a expressão do polo (esporte), o ministro cruzou a linha da bola ali. É uma falta grave no polo. Nenhum cavaleiro pode cruzar na linha da bola. Ele pode acompanhar lado a lado. Ao cruzar a linha da bola, você comete uma falta. Dá um cartão", ilustrou.

Mesmo com as críticas, Mourão afirmou que espera que Jair Bolsonaro (sem partido) não demita o ministro neste momento, defendendo diálogo entre os dois. "Eu acho que existe, no presente momento, muita especulação, muito tititi. Eu julgo que o presidente não deve trocar o ministro nesse momento. Acho que cabe muito mais uma conversa ali, chamar o Mandetta e dizer: 'vamos acertar a passada, você tem sua opinião, eu tenho a minha, mas quando a gente tiver que discutir esse assunto, a gente discute intramuros e não via imprensa'”, concluiu.

Entrevista do ministro

Em entrevista exibida no domingo, 12, Mandetta pediu para que as pessoas mantenham o isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus e, em recado a Bolsonaro, cobrou uma "fala única" sobre o problema para não confundir a população.