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Política
NOTÍCIA

Moro diz "receber com satisfação" fim da paralisação da PM no Ceará

Antes do acordo, o ministro da Justiça chegou a afirmar que a paralisação dos policiais militares no Ceará era ilegal, mas que os PMs não poderiam ser tratados como criminosos.

Filipe Pereira
00:59 | 02/03/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 24.02.2020: Sergio Moro, ministro da justiça, durante reunião com o governador Camilo Santana no palacio da Abolição. Visita interministerial à operação de GLO no Ceará. (Fotos: Fabio Lima/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 24.02.2020: Sergio Moro, ministro da justiça, durante reunião com o governador Camilo Santana no palacio da Abolição. Visita interministerial à operação de GLO no Ceará. (Fotos: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, fez declarações em sua conta no Twitter sobre o fim da paralisação dos policiais militares (PMs) no Ceará. Logo após o acordo, Moro declarou que "prevaleceu o bom senso, sem radicalismos" e que "recebeu com satisfação" a notícia do fim dos motins.

O ministro também afirmou que "o Governo Federal esteve presente, desde o início, e fez tudo o que era possível dentro dos limites legais e do respeito à autonomia do Estado". A fala fez menção à participação dos agentes da Força Nacional – composta de policiais – e o uso de militares por meio de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), cuja ação estaria prorrogada até o dia 6 de março no Ceará.

No último sábado, 29, Moro falou sobre a paralisação, cuja existência considerou ilegal e inconstitucional. "O governo federal vê com preocupação a paralisação que é ilegal da Polícia Militar do estado. Claro que o policial tem que ser valorizado, claro que o policial não pode ser tratado de maneira nenhuma como um criminoso. O que ele quer é cumprir a lei e não violar a lei, mas de fato essa paralisação é ilegal, é proibida pela Constituição", disse.

Bolsonaro autorizou a GLO no dia 20, após pedido do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), dois dias após a PM iniciar a paralisação, em protesto contra plano de reestruturação salarial de policiais e bombeiros militares do Ceará. Em transmissão ao vivo feita na noite de quinta-feira, 27, o presidente reclamou do pedido de prorrogação da operação e mandou Camilo "resolver o problema".