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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro diz que gratuidade de bagagem prejudicaria pequenas aéreas

Com o veto, ficam isentas apenas as bagagens de mão até 10 quilos

11:16 | 18/06/2019
Com o veto, ficam isentas apenas as bagagens de mão até 10 quilos
Com o veto, ficam isentas apenas as bagagens de mão até 10 quilos(Foto: Alex Gomes - Especial para O POVO/Alex Gomes - Especial para O POVO)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 18, que vetou o trecho de medida provisória que isentava a cobrança de bagagem de até 23 quilos nos voos domésticos, a partir de 31 assentos, porque a medida prejudicaria as empresas aéreas pequenas. O veto foi anunciado nessa segunda, 17.

“As empresas menores alegavam que seria um empecilho. Fiz uma conta pra um avião com 200 pessoas, 20 quilos a mais para cada um. É um gasto a mais. Sempre viajei sem mala no avião, então, eu estava pagando pelos outros”, disse após participar de cerimônia de hasteamento da bandeira, no Palácio do Planalto. Com o veto, ficam isentas apenas as bagagens de mão até 10 quilos.

A isenção da cobrança havia sido incluída por emenda parlamentar na Medida Provisória (MP) 863 que foi apresentada no governo de Michel Temer e autoriza até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas. A MP foi aprovada pelo Congresso Nacional em maio.

Questionado se a cobrança de bagagens vai estimular a vinda de empresa aéreas de baixo custo para o Brasil, as chamadas “low cost”, o presidente respondeu positivamente. “Para as low cost vai valer, é o que elas queriam para vir pra cá ajudar na concorrência, que fosse vetado esse dispositivo”.

Previdência

O presidente disse que a reforma da Previdência “prossegue” caso a proposta do regime de capitalização fique de fora do texto final da reforma. “Gostaríamos que tudo que propusemos fosse acolhido, mas sabemos que a Câmara tem a legitimidade para alterar. Se não for acolhido, o governo prossegue, sem problema nenhum”, disse.

Questionado se o governo pode buscar retomar a capitalização, Bolsonaro respondeu que a medida pode voltar por iniciativa de parlamentares. “Às vezes nem o governo, as próprias bancadas, líder de partidário, pode propor uma emenda e destacá-la e entrar em votação”.

A capitalização é o sistema em que cada trabalhador contribui para a própria aposentadoria e foi retirada da proposta de reforma da Previdência.

Armas

Quanto ao decreto das armas, Bolsonaro disse que o governo tem conversado com senadores para explicar a medida. Hoje, o plenário do Senado Federal deve analisar matéria que susta o Decreto n° 9.785/19 do presidente Bolsonaro que trata da aquisição, o cadastro, o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e dos sistemas Nacional de Armas e Nacional de Gerenciamento Militar de Armas.

“Temos conversado com senadores nesse sentido, conversando, explicando, sabemos que no Brasil hoje em dia quem está à margem da lei está armado”, disse. De acordo com o presidente, o decreto de armas atende a vontade expressa pela população no referendo de 2005. Na ocasião, os eleitores foram às urnas e responderam a pergunta “o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. A maioria dos eleitores, 59 milhões, escolheu o não.

Bolsonaro disse que não pode "fazer nada" caso a suspensão seja aprovada. "Não posso fazer nada, não sou ditador, sou democrata".

Correios e PGR

Ao ser questionado se será escolhido um nome da lista tríplice apresentada pelos procuradores, para Procurador-Geral da República, o presidente disse que ainda não viu a lista e que qualquer nome pode ser indicado. “Todos que estão dentro, estão fora, tudo é possível. Vou seguir a Constituição”.

Em relação a escolha de um novo presidente para os Correios, Bolsonaro disse que há sugestão de nomes. “Tem alguns nomes aparecendo, logicamente o presidente que vai assumir vai cumprir seu papel naturalmente e o governo deu sinal verde para buscar a privatização. Se bem que ela passa pelo Parlamento também”, disse.

Na semana passada, durante café da manhã com jornalistas, o presidente anunciou que vai trocar o comando da empresa devido ao fato do general Juarez Cunha agir como “sindicalista”.

Agência Brasil