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Política
NOTÍCIA

Senadores recebem ameaças e ofensas por serem contrários a decreto das armas

O cearense Eduardo Girão é um dos senadores que receberam críticas e comentários agressivos

09:28 | 15/06/2019
O Senador Luís Eduardo Girão (Pode-CE) recebeu comentários agressivos e ofensivos por meio de redes sociais
O Senador Luís Eduardo Girão (Pode-CE) recebeu comentários agressivos e ofensivos por meio de redes sociais (Foto: Edilson Rodrigues/Ãgência Senado)

Atualizada às 13h50min para correção de informação

Senadores teriam recebidos ameaças e ofensas após posicionamento contra o decreto que flexibiliza as regras para porte de armas no Brasil, votado na última quarta-feira, 12, conforme informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). 

O presidente manifestou indignação por meio da sua conta no Twitter, na última sexta-feira, 14. "É, no mínimo, preocupante que o direito e o dever do exercício da atividade parlamentar, legitimado pelo voto do povo, sejam restringidos por meios covardes e, inclusive, de flagrante injustiça e afronta à segurança dos parlamentares", pontuou o presidente da casa, que garantiu tomar as providências necessárias para proteção e a liberdade de expressão dos legisladores.  

Um dos citados é o cearense Eduardo Girão (PODE-CE). Além dele, teriam recebido ameaças os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Veneziano Vital do Rego (PSB-PB), de acordo com a Folha de São Paulo. Todos votaram contra o parecer do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que era favorável ao decreto de flexibilização do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O relatório foi rejeitado por 15 votos a 9, e novo texto contrário ao decreto, elaborado por Vital do Rego, deve ser votado no plenário do Senado na semana que vem.

A assessoria do senador Eduardo Girão detalhou o ocorrido em nota. "A assessoria confirma que durante a semana houve casos de comentários agressivos e ofensivos nas redes sociais. Esperamos que o espírito democrático prevaleça, e que seja reconhecido que o debate e a pluralidade de ideias são saudáveis para a nação", diz o texto.

Redação O POVO Online