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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro adota pesquisa no Facebook para fundamentar proposta sobre radares móveis

"Vai servir inclusive, né, pra decidir se teremos ou não radares móveis no Brasil", diz o presidente, conhecido crítico de institutos de pesquisa como Datafolha, IBGE, e Ipea

16:20 | 07/06/2019
O investimento do projeto, que atenderá também adultos e idosos, será de R$ 10 milhões, num prazo de quatro anos.
O investimento do projeto, que atenderá também adultos e idosos, será de R$ 10 milhões, num prazo de quatro anos.(Foto: Mauro Pimentel / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou que fará uma pesquisa no Facebook para saber se seus seguidores são favoráveis ou não à existência de radar móvel nas estradas brasileiras. Crítico aos institutos de pesquisa do País, ele disse que a consulta servirá para definir os rumos da política de fiscalização nas rodovias federais.

Durante transmissão na noite dessa quinta-feira, 6, Bolsonaro questionou: “Você sabe o que é radar móvel?”. O instrumento é utilizado para flagrar veículos acima do limite estabelecido para a via mesmo a grandes distâncias. O chefe máximo do Executivo, porém, limitou-se a informar que era a multa recebida pelo motorista infrator.

“A rodovia era (de até) 80 km/h, você passa acima de 96 km/h aí chega a multa em casa. Aquele ponto que não tinha problema nenhum, um retão, não tinha nada demais se botar 100 km/h, 120 km/h. Não tinha nada demais. Se você passou 10%, 20%, 96%, ‘creu’: uma multa”, afirmou.

Conhecido por criticar institutos como o Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Datafolha, o presidente propôs realizar consulta nos próximos dias em seu Facebook – que possui pouco mais de 9,5 milhões de curtidas.

“Se você gosta de pagar multa, né, ainda mais nesse padrão escondido, bota lá que é a favor do radar móvel. Se tu é contrário, vota o contrário. Vai servir inclusive, né, pra decidir se teremos ou não radares móveis no Brasil. No meu voto, eu vou votar para acabar com o radar móvel”, declarou.

Redação O POVO Online