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Exame de Bolsonaro aponta pneumonia

19:34 | 07/02/2019
O presidente Jair Bolsonaro precisará ficar hospitalizado por mais cinco a sete dias, no mínimo, afirmou ontem o cirurgião Antonio Luiz Macedo ao Estadão/Broadcast. Na noite anterior, Bolsonaro teve febre (38ºC) e uma tomografia detectou quadro de pneumonia, conforme boletim médico divulgado ontem pela equipe médica do Hospital Albert Einstein, onde o presidente está internado desde o dia 27 para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. A previsão inicial de alta era para hoje.
Segundo o boletim, Bolsonaro "continua sem dor, com sonda nasogástrica, dreno no abdome e recebendo líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral (pela veia)". Por ordem dos médicos, as visitas permanecem restritas.
"Ele já está tomando antibióticos, fazendo fisioterapia, andando no corredor, mas isso vai levar mais ou menos de cinco a sete dias para ser completamente debelada", disse Macedo, reforçando que o presidente precisará continuar no hospital durante esse período. "Se tiver alta daqui, vai ter uma sobrecarga absurda de trabalho e pode comprometer a saúde."
O médico classificou a pneumonia como "sutil e leve" e disse que o quadro foi causado por uma fraqueza após a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, realizada no último dia 28, que não alarma a equipe médica. "É uma coisa bem levezinha", disse Macedo.
"Não é uma complicação cirúrgica, mas é uma complicação que pode ocorrer pelo enfraquecimento que uma cirurgia grande dessas acarreta, apesar da alimentação parenteral e de todos os cuidados." Por enquanto, o presidente recebe apenas alimentação e hidratação pela veia. Ainda não há previsão para retomada de alimentação sólida.
Porta-voz
Conforme o porta-voz da Presidência, Otávio Santana do Rêgo Barros, a equipe médica estuda a possibilidade de Bolsonaro ter de tomar café - bebida que ele não gosta - antes da alimentação sólida. Mas o que o presidente realmente quer, brincou Rêgo Barros, é comer um "bife com batata frita".
Na coletiva, o porta-voz da Presidência disse, entre outras coisas, que a preocupação dos médicos não foi alterada após a constatação da pneumonia e da febre. Segundo ele, um novo antibiótico deve ajudar a combater o quadro. "Os médicos não mudaram os procedimentos com relação à administração de drogas, exceto a inclusão de uma nova droga. Não me pareceu, segundo eu conversei com os médicos, uma alteração no nível de preocupação", declarou o porta-voz.
Segundo ele, Bolsonaro tem feito orações e está "convicto" na ação dos médicos. (Colaborou Marcelo Osakabe)
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