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‘Caixa 2 é trapaça, é crime’, afirma Moro

19:30 | 07/02/2019
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, voltou a defender ontem a criminalização do caixa 2, um dos pontos de seu projeto anticrime. "Os políticos que me perdoem, mas caixa 2 é trapaça, é crime. Não tão grave quanto a corrupção, mas tem de ser criminalizado", disse ele durante evento promovido pelo Instituto de Advogados de São Paulo, na capital paulista.
O pacote do ex-juiz da Lava Jato tem sido alvo de críticas de advogados e juristas, além de enfrentar resistência no Congresso. Moro, que já levou as propostas a governadores e deputados, as apresentou ontem para mais de 300 advogados.
"Se nós reclamamos da judicialização da política é porque a política tem se omitido em aspectos fundamentais", afirmou, ressaltando que um deles é o combate à corrupção. "Este projeto inicial visa adotar medidas muito simples sem prejuízo de outras iniciativas relevantes."
Sobre um dos pontos polêmicos do projeto - a possibilidade de redução ou até isenção de pena de policiais que causarem morte em serviço -, o ministro disse que não se trata de "uma licença para matar". "Não existe licença para matar ou afrouxamento da legítima defesa."
Para Moro, a reforma da Previdência e seu projeto anticrime "podem ser tratados em conjunto" pela Câmara. "Uma não prejudica a outra. O que estamos colocando é que estamos abertos ao diálogo."
O jurista Ives Gandra Martins afirmou que "a espinha dorsal do projeto é boa", mas que há "alguns excessos que a própria discussão no Congresso vai permitir que sejam eliminados". Para o ex-presidente da OAB-SP Marcos da Costa, "há pontos que precisam ser melhor discutidos".
Coaf. Moro afirmou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) - que apontou movimentações atípicas de um ex-assessor do senador e filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) -, está "fortalecido", agora vinculado ao Ministério da Justiça.
Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado anteontem pela segunda vez na Lava Jato, o ex-juiz disse que o caso do petista "pertence ao passado".
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