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Eduardo Bim será o novo presidente do Ibama

A nomeação é feita depois de Suely Araújo pedir o afastamento do cargo

21:26 | 07/01/2019

O advogado Eduardo Fortunato Bim, que também é procurador da Advocacia Geral da União (AGU), é o novo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A cientista politica Suely Araújo pediu demissão nesta segunda, 7, do cargo após polêmica com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre o valor de R$ 28,7 milhões no contrato de fornecimento do combustível para a locação de veículos do Instituto.

Suely também alega que o nome de Bim já estava sendo “amplamente” divulgado dentro do Instituto e na imprensa, antes do presidente Jair Bolsonaro assumir a presidência. Ele foi indicado ao cargo pelo próprio ministro do Meio Ambiente no dia 20 de dezembro de 2018. A cientista política estava no comando desde 2016, indicada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).

Eduardo faz parte do quadro da AGU há cinco anos, é especialista em licenciamento ambiental e está atualmente na Procuradoria Federal Especializada do Ibama. 

POLÊMICA NAS REDES SOCIAIS 

No dia 6 de janeiro, o ministro Ricardo Salles publicou no seu perfil do Twitter, um edital sobre o valor de R$ 28,7 milhões no contrato com uma empresa de terceirização de frotas e revenda de veículos, além do fornecimento de combustível para a locação dos automóveis do Instituto. 

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Em outra publicação, Ricardo comunica que “apenas destaquei seu valor elevado”, além de alegar que o valor ”também foi questionado pelo TCU”. 

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Nesta segunda, 7, em uma nota de esclarecimento de Suely no site do Ibama, ela argumenta que esse contrato refere-se às atividades que o Instituto realiza, além de comunicar que “refuta com veemência qualquer insinuação de irregularidade na contratação”.

Leia a nota de esclarecimento:

 "As viaturas do Ibama são objeto de um contrato de locação de âmbito nacional. O novo contrato abrange 393 caminhonetes adaptadas para atividades de fiscalização, combate a incêndios florestais, emergências ambientais, ações de inteligência, vistorias técnicas etc., nos 27 estados brasileiros, e inclui combustível, manutenção e seguro, com substituição a cada 2 anos. A acusação sem fundamento evidencia completo desconhecimento da magnitude do Ibama e das suas funções. O valor estimado inicialmente para esse contrato era bastante superior ao obtido no fim do processo licitatório, que observou com rigor todas as exigências legais e foi aprovado pelo TCU. Os valores relativos aos veículos para fiscalização na Amazônia são custeados pelo Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES. A presidência do Ibama refuta com veemência qualquer insinuação de irregularidade na contratação. Espera, por fim, que o novo governo dedique toda a atenção necessária às importantes tarefas a cargo do Ibama, e não a criar obstáculos à atuação da Autarquia."

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