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Política
GOVERNO BOLSONARO

Cinco ministros já anunciados por Bolsonaro são ou foram alvo de investigação

Luiz Henrique Mandetta, Tereza Cristina, Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes e Marcos Pontes já foram alvo de denúncias. O presidente eleito já declarou que caso ministros se tornem réus, não farão mais parte do governo

17:00 | 22/11/2018
(Foto: Agência Brasil)
Dos 13 ministros já anunciados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para compor seu governo em 2019, cinco são ou já foram alvo de investigação. Luiz Henrique Mandetta (DEM), Tereza Cristina (DEM), Onyx Lorenzoni (DEM), Paulo Guedes e Marcos Pontes estiveram enquadrados em denúncias que envolvem, no geral, ganhos financeiros irregulares. Bolsonaro já declarou que não farão parte do governo ministros que tiverem denúncias ou acusações “robustas” ou que se tornem réus.
 
“Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, [o ministro] não fará parte do governo", afirmou o presidente eleito em uma entrevista coletiva após deixar a sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. “É muito difícil hoje em dia você pegar alguém que não tenha alguns problemas, por menores que sejam. Os menores, logicamente, nós vamos ter que absorver. Se o problema ficar vultoso, você tem que tomar uma providência”, também declarou, dessa vez em entrevista à TV Record no último dia 14.
 
Bolsonaro é réu por apologia a estupro em processo de 2016, movido pela deputada Maria do Rosário (PT), após ele dizer que não a estupraria por ela “não merecer”. O presidente eleito também tem seu nome em 29 processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, investigada por conceder incentivos fiscais ao grupo JBS, se afirmando como réu. “Eu também sou réu e daí? Tenho que renunciar ao meu mandato?”, disse, durante visita a uma competição de jiu-jítsu no Rio de Janeiro no último domingo, 18.
 
Onyx Lorenzoni 
 
O futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni é o que tem sua denúncia mais conhecida. Ele admitiu ter recebido R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral por meio de caixa dois em 2014. Recentemente, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou outra denúncia, revelando um documento que indica o recebimento de outros R$ 100 mil em 2012, quantia sobre a qual o deputado ainda não havia dado informações.
 
LUiz Henrique Mandetta 
 
Anunciado na última terça-feira, 20, como futuro ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta é investigado por tráfico de influência, suposta fraude em licitação e caixa 2 em um contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande (MS), no período em que foi secretário.
 
Tereza Cristina 
 
A futura ministra da Agricultura teria concedido incentivos fiscais ao grupo JBS enquanto ocupava o cargo de secretária estadual de desenvolvimento agrário e produção do Mato Grosso do Sul enquanto arrendava terra para a JBS, conforme reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Segundo os delatores da empresa, a JBS conseguia um acordo para obtenção do crédito e, pagava propina que variava conforme o valor obtido com os créditos em troca.
 
Paulo Guedes 
 
Guru econômico de Bolsonaro e futuro ministro da economia, Paulo Guedes é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar se o economista cometeu irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento. O MPF pediu que a Polícia Federal abrisse um inquerito devido à suspeita de que os investimentos dos fundos de pensão tenham sido aprovados sem uma análise adequada e tenham gerado lucros excessivos a Paulo Guedes.
 
Marcos Pontes 
 
O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi investigado pelo Ministério Público Militar em 2006 para apurar se ele havia infringido o artigo 204 do Código Militar, que proíbe a militares da ativa de se envolver em qualquer atividade comercial. Em setembro de 2017, documentos divulgados pelo jornal Intercept mostravam o astronauta como sócio majoritário da empresa Portally Eventos e Produções. Em agosto, o recurso foi engavetado pela ministra Rosa Weber sob o argumento de que o eventual crime já teria prescrito.
 
Redação O POVO Online